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O que acontece quando oito milhões visitam a Universal e precisam do banheiro

Universal precisa acelerar ampliação da Bedford Water Recycling Centre; risco de poluição se capacidade não acompanhar visitantes

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Ben Schofield/BBC An Anglian Water employee inspecting the sewage works at Bedford Water Recycling Centre. He is wearing a white hard hat, which has a pair of goggles laid over the top, and an orange high visibility jacket. He has a closely cropped beard and is looking down and to the left of the image. He is standing against a guard rail, beyond which is a body of water, concrete walls and in the distance behind him a large, industrial looking red pipe. The pipe runs from the top right of the image, behind the worker's head and then curves and disappears into the water. The concrete looks old and has moss and grass growing out of it at various points.
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  • Universal Studios planeja parque temático em Stewartby, Bedfordshire, previsto abrir em 2031, com 8 mil empregos permanentes e expectativa de oito milhões de visitantes no primeiro ano.
  • A Bedford Water Recycling Centre está operando próximo da capacidade, o que exige aceleração de planos de melhoria para comportar o volume de dejetos do parque.
  • Documentos de planejamento indicam que até 10,6 milhões de litros por dia de descarga de dejeto podem chegar à estação.
  • A Anglian Water tem autorização para gastar entre 70 e 80 milhões de libras para expandir a WRC em cerca de 50% até 2035, financiados por aumento nas tarifas aos clientes.
  • Autoridades locais e rivais destacam preocupações sobre poluição e necessidade de infraestrutura adequada; Universal não respondeu aos pedidos de comentário.

A expansão do Universal Studios em Stewartby, Bedfordshire, ganhou aprovação em 2023, com previsão de abrir em 2031. O parque deve atrair milhões de visitantes, gerar milhares de empregos e impulsionar a economia local, porém depende de infraestrutura hídrica em funcionamento.

Atualmente, a Estação de Tratamento de Águas Residuais (WRC) de Bedford opera próximo da capacidade. A produção de dejetos do novo parque pode exigir até 10,6 milhões de litros diários de descarga poluente, elevando o uso acima do previsto.

O que se sabe até agora é que a capacidade permitida de devolução de esgoto limpo ao ambiente é de cerca de 35 milhões de litros por dia, em tempo bom. A expectativa é de que o parque aumente esse fluxo consideravelmente.

Capacidade e urgência da melhoria

Geoff Darch, chefe de planejamento estratégico da Anglian Water, afirma que a WRC está no limite. O parque seria como acrescentar uma pequena cidade à região, exigindo planejamento cuidadoso e ações rápidas.

Em novembro, a Anglian Water informou à Câmara de Bedford Borough que até 1.100 moradias propostas não deveriam ser ocupadas até a conclusão das upgrades, por risco de poluição. A decisão foi revertida pela necessidade de bases legais.

A empresa já tem autorização regulatória para investir entre 70 e 80 milhões de libras na ampliação da WRC, em cerca de 50%, até 2035. O custo seria rateado entre os clientes, com reajuste anual nas tarifas.

Processos regulatórios e críticas

Darch aponta que os planos de esgoto, uma vez firmados, devem acelerar no processo regulatório, com prazos que passam de anos para semanas e meses. Universal contribuiria com custos de desenvolvimento da rede.

Críticos questionam o uso do Rio Great Ouse como saída de esgoto. A antiga crítica aponta impactos na qualidade da água, biodiversidade e no patrimônio ambiental local.

Em 2024, ocorreram 92 vertimentos do Bedford WRC, somando 1.291 horas, segundo dados da Anglian Water. A medição sofreu atraso por falha de monitoramento, que foi corrigida posteriormente.

Reações locais e perspectivas

Enquanto alguns veem o parque como motor econômico, moradores e ambientalistas destacam a necessidade de capacidade de tratamento de esgoto para evitar contaminações. A preocupação central é manter a qualidade da água e evitar poluição.

Mohammad Yasin, deputado trabalhista de Bedford, vê o parque como oportunidade e promete cobrar governo e Universal para resolver as questões de esgoto, assegurando que a população não seja impactada.

Richard Fuller, deputado conservador, afirma que o projeto deve avançar com a devida solução de infraestrutura. Ele enfatiza a responsabilidade de Universal, Anglian Water e governo nacional na viabilização.

O próximo passo

Universa l não comentou sobre o tema. Reguladores e a Anglian Water mantêm o ritmo de planejamento, com a expectativa de que as obras avancem de forma integrada ao cronograma de estreia do parque.

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