- Universal Studios planeja parque temático em Stewartby, Bedfordshire, previsto abrir em 2031, com 8 mil empregos permanentes e expectativa de oito milhões de visitantes no primeiro ano.
- A Bedford Water Recycling Centre está operando próximo da capacidade, o que exige aceleração de planos de melhoria para comportar o volume de dejetos do parque.
- Documentos de planejamento indicam que até 10,6 milhões de litros por dia de descarga de dejeto podem chegar à estação.
- A Anglian Water tem autorização para gastar entre 70 e 80 milhões de libras para expandir a WRC em cerca de 50% até 2035, financiados por aumento nas tarifas aos clientes.
- Autoridades locais e rivais destacam preocupações sobre poluição e necessidade de infraestrutura adequada; Universal não respondeu aos pedidos de comentário.
A expansão do Universal Studios em Stewartby, Bedfordshire, ganhou aprovação em 2023, com previsão de abrir em 2031. O parque deve atrair milhões de visitantes, gerar milhares de empregos e impulsionar a economia local, porém depende de infraestrutura hídrica em funcionamento.
Atualmente, a Estação de Tratamento de Águas Residuais (WRC) de Bedford opera próximo da capacidade. A produção de dejetos do novo parque pode exigir até 10,6 milhões de litros diários de descarga poluente, elevando o uso acima do previsto.
O que se sabe até agora é que a capacidade permitida de devolução de esgoto limpo ao ambiente é de cerca de 35 milhões de litros por dia, em tempo bom. A expectativa é de que o parque aumente esse fluxo consideravelmente.
Capacidade e urgência da melhoria
Geoff Darch, chefe de planejamento estratégico da Anglian Water, afirma que a WRC está no limite. O parque seria como acrescentar uma pequena cidade à região, exigindo planejamento cuidadoso e ações rápidas.
Em novembro, a Anglian Water informou à Câmara de Bedford Borough que até 1.100 moradias propostas não deveriam ser ocupadas até a conclusão das upgrades, por risco de poluição. A decisão foi revertida pela necessidade de bases legais.
A empresa já tem autorização regulatória para investir entre 70 e 80 milhões de libras na ampliação da WRC, em cerca de 50%, até 2035. O custo seria rateado entre os clientes, com reajuste anual nas tarifas.
Processos regulatórios e críticas
Darch aponta que os planos de esgoto, uma vez firmados, devem acelerar no processo regulatório, com prazos que passam de anos para semanas e meses. Universal contribuiria com custos de desenvolvimento da rede.
Críticos questionam o uso do Rio Great Ouse como saída de esgoto. A antiga crítica aponta impactos na qualidade da água, biodiversidade e no patrimônio ambiental local.
Em 2024, ocorreram 92 vertimentos do Bedford WRC, somando 1.291 horas, segundo dados da Anglian Water. A medição sofreu atraso por falha de monitoramento, que foi corrigida posteriormente.
Reações locais e perspectivas
Enquanto alguns veem o parque como motor econômico, moradores e ambientalistas destacam a necessidade de capacidade de tratamento de esgoto para evitar contaminações. A preocupação central é manter a qualidade da água e evitar poluição.
Mohammad Yasin, deputado trabalhista de Bedford, vê o parque como oportunidade e promete cobrar governo e Universal para resolver as questões de esgoto, assegurando que a população não seja impactada.
Richard Fuller, deputado conservador, afirma que o projeto deve avançar com a devida solução de infraestrutura. Ele enfatiza a responsabilidade de Universal, Anglian Water e governo nacional na viabilização.
O próximo passo
Universa l não comentou sobre o tema. Reguladores e a Anglian Water mantêm o ritmo de planejamento, com a expectativa de que as obras avancem de forma integrada ao cronograma de estreia do parque.
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