- Robôs com inteligência artificial passaram a atuar em residências na China, em Pequim e Shenzhen, em parceria entre 58.com e a empresa X Square.
- O serviço, que custa 149 yuans por três horas, já atende cerca de 200 moradias desde o lançamento em março.
- O robô Quanta X1 Pro entra no apartamento com um engenheiro; ele usa câmeras para identificar áreas a limpar, enquanto a pessoa cuida do chão e o robô recolhe lixo e dobra roupas.
- Versões futuras devem aceitar comandos de voz e conversar, e os dados coletados ajudam a treinar a próxima geração de robôs.
- Investidores destinaram mais de 57 bilhões de yuans à indústria de IA incorporada neste ano, e há desafios de privacidade, segurança e padronização.
O serviço de robótica doméstica começou a operar em residências na China, com equipamentos movidos a inteligência artificial realizando tarefas de limpeza e dobrar roupas. As equipes são formadas por humanos e robôs, em parceria entre a plataforma 58.com e a empresa X Square, em Beijing e Shenzhen.
O robô Quanta X1 Pro entra nos apartamentos com a ajuda de um engenheiro da X Square. Ele usa câmeras para mapear áreas que precisam de cuidado, enquanto a profissional humana cuida do chão e o dispositivo recolhe lixo e dobra peças. O objetivo é coletar dados para aprimorar a IA.
O pacote de serviço custa 149 yuans por três horas e já está disponível em duas cidades. O parceiro humano supervisiona a operação, garantindo a integração entre tarefas domésticas e coleta de informações para o desenvolvimento de versões futuras.
Como funciona na prática
Cerca de 200 residências contrataram o serviço desde seu lançamento em março. Clientes relatam que, apesar de imperfeito, o robô demonstra capacidades de dobra de roupas e organização, surpreendendo alguns usuários.
A X Square afirma que a experiência em ambientes reais alimenta o treinamento da IA embarcada, que ainda não dispõe de um conjunto de dados equivalente ao da internet para grandes modelos. Analistas destacam o ganho de experiência no mundo real.
Especialistas ressaltam que, por ora, a tecnologia enfrenta desafios de privacidade, segurança e regulamentação. Perguntas sobre armazenamento de dados e acessos permanecem sem respostas definitivas.
Perspectivas e limites
A China também testa robôs que orientam o trânsito em cidades como Hangzhou, com investimentos elevados na IA incorporada. Empresas trabalham para ampliar a presença de robôs domésticos e coletar dados diversos de uso real.
Para os profissionais, a adoção de robôs em tarefas domésticas ainda está em fase inicial. Observa-se que a supervisão humana continua necessária, especialmente para funções de frenagem e segurança.
Encerramento
A pesquisadora afirma que, apesar dos avanços, a tecnologia ainda está longe de substituir o trabalho humano de forma ampla. O foco atual é aprender com cada operação para melhorar os robôs nas próximas gerações.
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