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René Redzepi deixa o Noma após alegações de abuso

René Redzepi deixa o Noma após alegações de abuso contra ex-funcionários; ele assume responsabilidade e encerra atuação na MAD, após reportagem internacional

Redzepi anunciou que, depois de mais de duas décadas construindo e liderando o renomado restaurante, ele assumiria a responsabilidade por suas ações (Foto: Robin Van Lonkhuijsen/AFP)
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  • René Redzepi deixou o cargo de chef e cofundador do Noma, em Copenhague, após alegações de comportamento abusivo contra ex-funcionários, anunciando a saída em publicação no Instagram na quarta-feira, 12.
  • Ele também deixou a diretoria da MAD, organização de alimentação sem fins lucrativos que fundou em 2011, para que os novos líderes conduzam o restaurante no próximo capítulo.
  • A decisão ocorreu após reportagem do New York Times com relatos de 35 ex-funcionários e estagiários que descrevem incidentes entre 2009 e 2017 envolvendo agressão física com utensílios de cozinha e empurrões.
  • Redzepi reconheceu o comportamento “inaceitável” no passado, disse que buscou terapia e que se afastou da liderança do serviço diário nos últimos anos, garantindo que agora lida melhor com temperamento.
  • O Noma, que já foi eleito o melhor restaurante do mundo diversas vezes, estava preparando um pop-up em Los Angeles com menus de degustação de US$ 1.500 por pessoa, mas viu patrocinadores saírem e protestos públicos após as denúncias.

René Redzepi, cofundador e chef do restaurante Noma, anunciou sua saída do cargo após acusações de comportamento abusivo contra ex-funcionários. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (12) por meio de publicação no Instagram. O anúncio também envolve a saída da diretoria da MAD, organização sem fins lucrativos que ele criou em 2011.

A revelação ocorre após reportagem do New York Times baseada em entrevistas com 35 ex-funcionários e estagiários do Noma, descrevendo incidentes entre 2009 e 2017 envolvendo golpes com utensílios de cozinha, agressões físicas e empurrões. Redzepi reconheceu o comportamento como inaceitável, citando dificuldade em lidar com a pressão e raiva por erros menores.

O chef afirmou ter iniciado tratamento para controlar o temperamento ao longo da última década e que afastou-se da liderança diária do serviço. A publicação também aponta que o Noma planejava um pop-up em Los Angeles com menus de degustação de US$ 1.500 por pessoa, entre 11 de março e 26 de junho, o que intensificou a repercussão.

A repercussão incluiu a retirada de apoio de patrocinadores como American Express e a fornecedora de ingredientes Novonesis, além de manifestações públicas em frente ao local. O movimento ocorre em meio a críticas sobre cultura de alta gastronomia e parcerias comerciais.

Contexto sobre o Noma segue: fundado em 2003 por Redzepi e Claus Meyer, o restaurante chegou a ser considerado o melhor do mundo cinco vezes, conquistou três estrelas Michelin e ajudou a consolidar Copenhague como polo culinário global com sua abordagem da culinária nórdica.

O Noma encerrou atividades indefinidamente em 2025, momento em que Redzepi passou a dedicar-se ao Noma Projects e a uma série de pop-ups internacionais.

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