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Restaurante Casulo leva Cerrado mineiro ao prato na Serra do Cipó

Casulo aposta em 80% de insumos locais e resgate de ingredientes do Cerrado, elevando a gastronomia da Lapinha da Serra e fortalecendo a economia regional

Jatobá chega à mesa em forma de nhoque, acompanhado de almôndegas de cordeiro, cebola roxa, vinho de jabuticaba e coalhada seca
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  • Restaurante Casulo, em Lapinha da Serra (circuito Serra do Cipó), fica a cerca de 140 quilômetros de Belo Horizonte e aposta em 80% de insumos regionais no menu.
  • O cardápio batizado de Lapinha Memória Viva resulta de mais de dois anos de pesquisa sobre tradições alimentares locais e possui ingredientes como arroz vermelho, pequi, murici, gabiroba e amendoim preto.
  • Um ingrediente símbolo é a banana capucha, cultivada no Espinhaço; aparece em dois pratos do menu de nove tempos, que custa 295 reais, ou 530 reais com harmonização de vinhos.
  • Marina Leite, chef, e Guilherme Pedroso, padeiro e sommelier, abriram recentemente a gelateria e risoteria do Casulo; o cozinheiro substituiu ingredientes por opções da região, incluindo sorvete de leite de ovelha.
  • Em 2026, o Casulo inaugurou a Casa Sempre Viva, hospedagem voltada ao turismo de experiência, reforçando o foco do projeto na gastronomia, arte e natureza do Cerrado.

A chef Marina Leite, ao lado do marido Guilherme Pedroso, abriu o restaurante Casulo em Lapinha da Serra, região da Serra do Cipó. O cardápio aposta em 80% de insumos locais, resultando de pesquisas, conversas com moradores e mapeamento de ingredientes do Cerrado.

Localizado em uma casa simples com deck de madeira, o Casulo oferece um ambiente rústico que contrasta com o cenário verde da serra. O restaurante fica a cerca de 140 quilômetros de Belo Horizonte, em Santana do Riacho.

Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho, atrai caminhadas e turismo de natureza. O local, conhecido pela tranquilidade, vem recebendo movimento de visitantes que buscam experiência gastronômica ligada ao Cerrado.

Lapinha Memória Viva

O menu de nove tempos custa R$ 295, com opção de harmonização de vinhos por mais R$ 235. A capucha, banana típica do Espinhaço, aparece em dois preparos, incluindo uma massa de empadinhas e um angu com frango caipira.

Os pratos destacam ingredientes da região, como arroz vermelho, pequi, murici, gabiroba e amendoim preto. A equipe do Casulo é formada majoritariamente por moradores locais, reforçando o conceito de cozinha enraizada no território.

Uma banana capucha presente em várias etapas do prato simboliza o resgate de uma fruta pouco cultivada hoje. Marina e Guilherme promovem o cultivo, incentivando produtores locais a manter a tradição.

Entre as novidades, o risoto com arroz vermelho da Lapinha recebe complemento de jatobá, nhoque, cordeiro e coalhada seca. O uso de ingredientes do Cerrado imprime identidade à gastronomia do Casulo.

Gelateria e risoterapia marcaram a evolução do Casulo. A casa iniciou com cafeteria e sorvetes, evoluiu para gelateria, e hoje oferece opções como sorvetes naturais sem conservantes, mantendo o foco na produção regional.

A história da chef envolve passagem pela França na infância, experiências no Rio Grande do Sul e retorno à Lapinha para unir profissão e memória familiar, com uma proposta que cruza turismo, gastronomia e cultura local.

Em 2026, Marina e Guilherme abriram a Casa Sempre Viva, hospedagem dedicada ao turismo de experiência, fortalecendo o projeto cultural enraizado no Cerrado. O Casulo continua a expandir suas bases gastronômicas e de convivência com a natureza.

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