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Aprovações de projetos de energia renovável atingem recorde na Grã-Bretanha em 2025

Aprovações de projetos de energia renovável no Reino Unido atingem recorde em 2025, com armazenamento em baterias puxando o crescimento; atrasos na rede persistem

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Completed battery storage units at the Invinity Energy Systems plant in Motherwell, Scotland.
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  • Em 2025, o Reino Unido aprovou projetos de energia renovável que somam 45 GW, alta de 96% em relação a 2024.
  • O crescimento foi puxado pelo armazenamento em baterias, com 28,6 GW aprovados (14,9 GW em 2024).
  • A geração de offshore wind recebeu 9,9 GW de aprovações, frente a 1,3 GW no ano anterior.
  • Reformas na rede visam acelerar entregas, mas atrasos e gargalos na conexão continuam persistentes.
  • Analistas ressaltam que aprovações não equivalem a entrega de energia; é preciso reduzir filas e ampliar a rede para viabilizar os projetos.

Em 2025, a Grã-Bretanha registrou recorde de aprovações para projetos de energia renovável, com 45 GW aprovados, quase o dobro de 2024. O impulso foi puxado por baterias, vento offshore e solar, seguindo reformas para reduzir atrasos e zerar emissões até 2030. A capacidade aprovada superou significativamente os números do ano anterior.

As baterias responderam por 28,6 GW, enquanto o vento offshore alcançou 9,9 GW. A tendência reflete um aumento de mais de 400% na aprovação de projetos de energia renovável nos últimos cinco anos, segundo a Cornwall Insight. No entanto, iniciação efetiva de obras ainda enfrenta entraves.

Reformas de rede visam acelerar entregas

O secretário de Energia, Ed Miliband, disse que o governo quer retomar o controle da energia britânica com produção limpa local. Segundo analistas, as aprovações indicam dinamismo, mas não garantem geração imediata, dado atraso na conexão à rede e prazos de construção.

Especialistas destacam a necessidade de agir sobre gargalos de rede para transformar aprovações em energia disponível. Reformas recentes buscam eliminar projetos parados e adotar o critério “primeiro pronto, primeiro necessário, primeiro conectado”, para reduzir filas.

A Cornwall acrescenta que a expansão requer reforço da infraestrutura elétrica. A rede atual não foi dimensionada para volumes elevados de geração intermitente e armazenamento, exigindo investimentos em flexibilidade, upgrades de transmissão e tecnologias inteligentes.

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