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África assegura grandes acordos de energia limpa e França amplia investimentos

França e líderes africanos anunciam investimentos renováveis superiores a US$ 11 bilhões na África, com SAF, hidro, solar, eólica e cozinhas limpas

NAIROBI, Kenya (AP) — French and African leaders have announced more than $11 billion in renewable energy investments across Africa, underscoring the continent’s growing importance in the global push for cleaner energy and industrial development.
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  • Mais de US$ 11 bilhões em investimentos em energia renovável foram anunciados durante o fórum de CEOs, realizado paralelamente à Cúpula França–África em Nairóbi.
  • O evento contou com a participação do presidente francês Emmanuel Macron, do presidente queniano William Ruto e de líderes de mais de trinta países africanos.
  • Kenya Airways e Rubis Energy assinaram acordo para desenvolver a primeira unidade de combustível de aviação sustentável da África, em Kenya, com produção de 32 mil toneladas métricas por ano.
  • TotalEnergies planeja investir US$ 10 bilhões na África até 2030, incluindo US$ 2 bilhões em projeto de energia renovável em Ruanda e US$ 400 milhões em iniciativas de cozinha limpa no Quênia, Uganda e Tanzânia.
  • EDF anunciou um projeto hidrelétrico de 2 gigawatts; Global Telecom compromete US$ 350 milhões para uma usina solar de 250 megawatts na Zâmbia; Meridian anunciará US$ 200 milhões para dobrar a capacidade do projeto eólico Kipeto no Quênia para 200 megawatts.

A frança e líderes africanos anunciaram mais de 11 bilhões de dólares em investimentos em energia renovável na África, reforçando a importância do continente na transição global para energia limpa e desenvolvimento industrial. Os anúncios foram feitos durante um fórum fechado de CEOs, paralelo à Cúpula França-África em Nairóbi. Entre os presentes estavam o presidente francês Emmanuel Macron, o líder queniano William Ruto echefes de delegação de mais de 30 países africanos.

Executivos de grandes empresas revelaram projetos em energia solar, eólica, hidrelétrica, biocombustíveis sustentáveis para aviação e iniciativas de cozinha limpa. As operações visam ampliar o acesso à energia e reduzir emissões em diversos setores, com foco em industrialização regional.

Projetos e acordos de destaque

Entre os acordos, Kenya Airways e Rubis Energy assinam parceria para desenvolver a primeira usina de combustível de aviação sustentável na Kenya, com capacidade de 32 mil toneladas métricas anuais. A refinaria busca suprir demanda local com combustível renovável.

A TotalEnergies informou planos de investir 10 bilhões de dólares na África até 2030, incluindo 2 bilhões em projeto de energia renovável na Ruanda e 400 milhões em iniciativas de cozinha limpa em Kenya, Uganda e Tanzânia. EDF anunciou uma usina hidrelétrica de 2 gigawatts, fortalecendo atuação na região.

Global Telecom comprometeu 350 milhões para uma usina solar de 250 megawatts em Zâmbia, enquanto Meridian investirá 200 milhões para dobrar a capacidade do projeto Eólico Kipeto, no Quênia, para 200 megawatts.

Contexto e perspectivas

Governos africanos buscam financiamento para ampliar a eletricidade e evitar caminhos de desenvolvimento com alta emissão de carbono. Ao fim da cúpula, líderes africanos reafirmaram a meta de promover a industrialização verde por meio de investimentos em energia limpa.

Analistas destacam que os anúncios refletem a competição entre potências globais e multinacionais para influenciar a nova economia verde africana, com vasto potencial solar, eólico e hidroelétrico ainda pouco explorado.

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