- Em 2025, Great Britain bateu recorde de produção de energia renovável, totalizando mais de 127 TWh, segundo dados provisórios da National Energy System Operator (Neso).
- O vento foi a principal fonte renovável, gerando mais de 85 TWh de eletricidade no ano.
- A energia solar avançou significativamente, gerando mais de 18 TWh, com alta de mais de 4 TWh frente a 2024 e pico acima de quarenta por cento em alguns momentos.
- O uso de gás natural também subiu, respondendo por cerca de 77 TWh, evidenciando o desafio de alcançar a meta de “clean power” até 2030.
- Em 2025, o total de geração de renováveis superou o registrado em 2024 (119 TWh), refletindo expansão de parques solares,ólicos e de outras fontes no sistema britânico.
Em 2025, a geração de energia renovável no Great Britain atingiu um recorde de mais de 127 TWh, segundo análise da BBC com dados provisórios da National Energy System Operator (Neso). O vento permaneceu como principal fonte renovável de eletricidade, seguido pela solar, impulsionada pelo maior ano solar já registrado no país e pela expansão de painéis.
A participação da solar aumentou rapidamente, com pico de produção acima de 40% em alguns intervalos de 30 minutos, sobretudo em julho. No ano, a solar gerou mais de 18 TWh, um avanço de mais de 4 TWh em relação a 2024. Já o setor de gás registrou elevação de cerca de 77 TWh, destacando o desafio de cumprir a meta de energia limpa até 2030.
Desempenho por fonte e contexto
O vento gerou mais de 85 TWh, correspondendo a pouco menos de 30% da eletricidade britânica em 2025. A solar ficou acima de 18 TWh, ampliando a participação frente ao ano anterior. A contribuição total de renováveis superou o patamar anterior de 119 TWh, registrado em 2024.
Além disso, a expansão de grandes usinas solares, como a usina de Cleve Hill, contribuiu para a alta de geração, bem como o crescimento de instalações em telhados, com cerca de 250 mil novas unidades de microgeração cadastradas. Condições climáticas favoráveis ajudaram a esse desempenho.
Desafios e leitura de políticas
Apesar do crescimento, o gasóleo permaneceu relevante, elevando a emissão média de carbono por kWh em comparação com 2024. Analistas apontam que importações de energia e menor geração nuclear reduziram a participação das fontes livres de carbono, reforçando a necessidade de investimentos em baterias e redes de transmissão.
Especialistas destacam que os números de Neso não incluem todas as fontes menores nem a Irlanda do Norte, que possui operador distinto. A meta de energia limpa do governo visa 95% de geração a partir de renováveis e nuclear até 2030, um objetivo considerado ambicioso por especialistas e observadores.
Reação e perspectivas
O secretário de Energia, Ed Miliband, confirmou o compromisso do governo com a transição para energia doméstica mais limpa e estável. Críticos ressaltam que, apesar do avanço, ainda há custos adicionais associados à expansão renovável que precisam ser gerenciados pela política pública.
A análise de Carbon Brief, que agrega fontes menores e a Irlanda do Norte, aponta tendências semelhantes de recordes renováveis e leve aumento no uso de gás, reforçando a necessidade de upgrades na rede e de tecnologias de armazenamento para ampliar a confiabilidade do sistema.
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