- Dez melhores gestoras, segundo a Moody’s Brasil, com desempenho ajustado ao risco em três anos até dezembro de 2025, para renda fixa e crédito privado.
- A avaliação faz parte da Avaliação de Qualidade de Gestão de Investimentos e usa indicadores como Information Ratio, Índice de Sharpe, Alpha, Beta, Drawdown Máximo e Merton Skill.
- Em 2025, o cenário foi desafiador; renda fixa ganhou destaque, com a renda fixa respondendo por 41% do patrimônio líquido da indústria, conforme a ANBIMA, e captação líquida positiva.
- Em ações locais, poucas gestoras se destacaram no ajuste ao risco; ações no exterior tiveram desempenho mais equilibrado e estratégias com diversificação geográfica mostraram resiliência, enquanto multimercados tiveram resultados heterogêneos.
- Para 2026, a tendência é de mantimento da atratividade de renda fixa e crédito privado, com juros reais elevados, maior seletividade e foco em preservação de capital.
No relatório da Moody’s Brasil, foram destacadas as 10 melhores gestoras para renda fixa e crédito privado, com base no desempenho ajustado ao risco dos últimos 36 meses encerrados em dezembro de 2025. A avaliação faz parte da Avaliação de Qualidade de Gestão de Investimentos (MQ) e mede capacidade de retorno estável com controle de risco em diferentes ciclos de mercado.
Ao longo de 2025, o cenário foi desafiador: investidores preferiram estratégias de menor volatilidade, com resgates relevantes em ações e multimercados, enquanto a renda fixa ganhou destaque e recebeu captação líquida positiva, segundo a ANBIMA.
Renda fixa
No segmento, as gestoras avaliadas mostraram eficiência operacional, controle de risco e estabilidade de resultados mesmo com oscilações da curva de juros. O estudo destacou o equilíbrio entre rentabilidade e gestão de risco em ambientes de volatilidade.
Crédito privado
Para crédito privado, o ranking apontou casas com forte capacidade de análise de crédito e gestão ativa de riscos, atributos cruciais diante da maior dispersão de spreads no período analisado.
Outras análises
Entre fundos de ações com foco local, poucas gestoras se destacaram pelo ajuste ao risco até dezembro de 2025. No exterior, houve equilíbrio relativo entre as gestoras bem posicionadas, com maior diversificação geográfica ajudando a mitigar volatilidade.
Perspectivas para 2026
A tendência aponta para a prevalência da renda fixa e do crédito privado, mesmo com sinais de flexibilização monetária. Juros reais elevados devem manter a demanda por estratégias mais previsíveis e com menor volatilidade, reforçando o papel do crédito privado como alternativa à renda fixa tradicional.
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