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Vinland e Kapitalo se destacam em ano positivo para fundos multimercados

IHFA encerra 2025 com 15% de retorno, puxado por juros e bolsa; em dezembro, queda de 0,6% aponta volatilidade política e saídas de multimercados

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Índice de hedge funds — o IHFA — da Anbima, a associação brasileira do mercado de capitais, acumula ganho de 15% em 2025
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  • O IHFA acumula ganho de quinze por cento em 2025, próximo de superar o CDI, que fica pouco acima de catorze por cento.
  • Fundos multimercados fecham o ano com retorno acima do CDI pela primeira vez desde dois mil e vinte e dois, beneficiados pela queda de juros e pela alta da bolsa.
  • Legacy Capital e Vinland destacaram-se por ganhos com queda das taxas de juros no Brasil e valorização do Ibovespa; Absolute Investimentos também se beneficiou com a bolsa.
  • A partir de dezembro, o IHFA caiu 0,6% após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, refletindo volatilidade política local.
  • Resgates continuam em milhar de bilhões, com saídas líquidas de 61,7 bilhões até novembro de 2025, menores que 2024; 2026 deve trazer maior volatilidade por eleições presidenciais.

A Anbima aponta que o IHFA, índice que reúne hedge funds, fechou 2025 em alta, com ganhos próximos a 15%, impulsionados pela queda de juros e pela valorização da bolsa. Gestoras como Legacy, Vinland e Kapitalo tiveram as maiores contribuições, com apostas em juros e ações.

Na Legacy Capital, ganhos vieram majoritariamente de posições que lucram com a queda dos juros no Brasil, além de apostas em commodities. A Vinland Capital teve retorno acima de 20% até 23 de dezembro, apoiado por juros menores no Brasil e em países desenvolvidos.

A Kapitalo Investimentos também se destacou, com ganhos vinculados à redução de juros globais, em um portfólio diversificado que inclui Estados Unidos e Europa. O IHFA acumula alta de 15% no ano, ante mais de 14% do CDI.

A trajetória recente manteve o ritmo de ganhos, mas houve movimento de rotina: períodos de volatilidade associada a mudanças macroeconômicas. Bancos e gestores destacam que ciclos de cortes de juros contribuíram para a performance histórica.

A partir de dezembro, o IHFA caiu 0,6% após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, sinalizando volatilidade política local. O temor é de que o cenário eleitoral afete a percepção de risco e a captação de recursos.

Resgates de multimercados, embora menores que em 2024, seguem ocorrendo. Até novembro, saídas líquidas somaram R$ 61,7 bilhões no ano, bem abaixo de 2024, quando atingiram R$ 315,9 bilhões.

Para analistas, a expectativa é de maior volatilidade em 2026 por conta das eleições presidenciais. Investidores devem observar a evolução de juros, câmbio e a percepção de risco antes de novas entradas de capital.

Em 2025, ações de varejo, índice Ibovespa e ajustes de juros locais constaram entre as principais alocações que geraram ganhos relevantes para várias gestoras, reforçando o perfil defensivo versus risco.

Entre os destaques de fundos, a Absolute Investimentos teve o Vertex FIC com retorno de 10,6% no ano; a Ace Capital, 15% no FIM; a Bahia Asset Management, 15,2%; a Verde Asset, 16%; a Vinland, 20,3%; e a Legacy, 14,4%.

Analistas ressaltam que o cenário de inflação sob controle ajudou a abrir espaço para cortes de juros, o que favorece as apostas de dívida e renda variável. Contudo, o mercado segue atento aos desdobramentos políticos e à agenda macro global.

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