- Governo americano avalia aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho, com base em relatório que aponta deterioração institucional, protecionismo, pirataria e decisões do judiciário.
- Documento cita ações do Supremo Tribunal Federal, incluindo supostas ordens ilegais e o bloqueio do X no Brasil em 2024.
- Advogada Fabiana Barroso afirma que o número de perfis derrubados por ordens de Moraes chega a quase nove mil.
- Durante discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de traidores da pátria os filhos de Jair Bolsonaro que teriam apoiado o tarifaço.
- Lula disse que, diante de sanções, poderia buscar compensar negócios com a China; editor da Gazeta do Povo comenta que a China tem interesse ideológico no Brasil.
No programa Última Análise desta terça-feira, interlocutores discutiram a possibilidade de um tarifazo americano sobre produtos brasileiros, alegando motivos protecionistas, de pirataria e decisões judiciais no Brasil. O governo dos EUA estuda impor 25% de tarifa a partir de 15 de julho.
O relatório citado aponta deterioração institucional no Brasil e citações ao STF. Segundo o material, ações judiciais são vistas como insegurança jurídica que impacta a economia. A discussão envolve o papel de decisões de Moraes e impactos sobre empresas brasileiras.
Alexandre de Moraes é citado no relatório, com menção a ordens judiciais que teriam efeito de censura a conteúdos. O documento recorda ainda o bloqueio de plataformas no Brasil em 2024, após resistência a cumprir ordens judiciais.
Advogada Fabiana Barroso ressalta que o número de perfis atingidos por ordens de Moraes chega a quase 9 mil, citando campanhas de organizações para medir o alcance da censura. A matéria enfatiza a visão de setores jurídicos sobre o tema.
Durante o discurso desta terça, Lula fez críticas a aliados de Jair Bolsonaro, afirmando que teriam apoiado o tarifaço. A leitura do trecho, segundo analistas, é interpretada como expressão de retórica política intensa.
Para responder às sanções, Lula sinalizou buscar compensação com o mercado chinês, sugerindo ampliar relações comerciais. Analistas ponderam impactos de uma mudança de eixo nas exportações brasileiras diante do cenário externo.
Luis Kawaguti, editor da Gazeta do Povo, comenta que a China pode ter interesse ideológico em um Brasil com nova postura econômica. A leitura é de que o Brasil poderia valorizar ações coletivas em detrimento de estratégias individuais.
O programa Última Análise é parte da cobertura ao vivo da Gazeta do Povo, com debates entre 19h e 20h30, de segunda a quinta. O objetivo é promover uma discussão técnica, respeitosa e aprofundada sobre temas complexos para o país.
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