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UE investiga papel de Mandelson no comércio em Bruxelas ligado a Epstein

Olaf investiga suposto compartilhamento de informações confidenciais por Peter Mandelson durante o mandato como comissário de comércio da UE, relacionado a Epstein

Peter Mandelson served as EU trade commissioner between 2004 and 2008.
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  • A Comissão Europeia encaminhou Peter Mandelson ao Office Européen de Lutte Anti-Fraude (Olaf) para apurar ações durante seu mandato como comissário de comércio em Bruxelas.
  • A ação ocorreu após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar documentos que alegadamente mostram Mandelson ter compartilhado informações sensíveis com Jeffrey Epstein.
  • Mandelson atuou como comissário de comércio da União Europeia entre 2004 e 2008 e nega irregularidades.
  • Ele foi preso na segunda-feira por acusações de má conduta em função pública relacionadas à sua relação com Epstein, foi liberado sob fiança e entregou o passaporte.
  • A Comissão informou que, com base em novos documentos tornados públicos, pediu ao Olaf que avaliasse possível violação de obrigações de conduta; a investigação pode ocorrer.

Peter Mandelson, ex-comissário europeu de Comércio, é alvo de uma investigação da agência anti-fraude da UE (Olaf), após solicitação da Comissão Europeia. O objetivo é analisar suas atividades durante o período em que ocupou o cargo em Bruxelas.

A solicitação foi encaminhada na semana passada, após a Justiça dos EUA divulgar documentos que, segundo autoridades, mostram Mandelson compartilhando informações sensíveis com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O relatório também aponta possíveis detalhes de um resgate de €500 bilhões para salvar o euro em 2010.

Mandelson, 72 anos, atuou como comissário de Comércio entre 2004 e 2008. Posteriormente, retornou ao governo do Reino Unido como secretário de Negócios. Ele nega irregularidades e foi preso na segunda-feira por acusações de conduta imprócia em função pública, mas foi liberado mediante caução.

A imprensa britânica informou que o governo pediu revisão de registros militares de mais de duas décadas para identificar relações de Epstein com aeroportos militares, sem indicar indícios conclusivos. O Ministério da Defesa afirmou que a apuração visa revelar informações relevantes às autoridades.

Gordon Brown alertou que o Estado britânico pode ter facilitado crimes de Epstein ao permitir aterrissagens de seu jato privado em bases reais, em situações com mulheres a bordo. O ex-príncipe Andrew, que também está envolvido, nega irregularidades.

Um porta-voz da Comissão Europeia disse que, sempre que há indícios de violação de obrigações do código de conduta, a instituição avalia e toma medidas. Segundo ele, documentos públicos recentes levaram a Olaf a abrir a verificação.

A Olaf confirmou ter recebido o pedido para apurar Mandelson, sem confirmar se haverá investigação. Fontes indicam que a apuração na UE pode ser ampla e não focada em um único tema, conforme o Financial Times.

Paralelamente, o Serviço de Polícia Metropolitana (Met) pediu desculpas a um segundo orador parlamentar por ter sido erroneamente identificado como quem informou à polícia sobre a suposta fuga de Mandelson.

Mandelson sustenta que não cometeu infração e seus advogados classificaram as alegações de risco de fuga como infundadas. A defesa afirma que ele colaborará com as autoridades no que for necessário.

Na esfera britânica, o comitê de Inteligência e Segurança (ISC) confirmou que Keir Starmer não terá veto sobre a divulgação de documentos relativos à nomeação de Mandelson como embaixador no exterior, mesmo que esses possam prejudicar o governo.

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