- A Argentina aprovou o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, ratificado pelo Senado por 69 votos a favor e 3 contrários.
- O Uruguai também aprovou o tratado nesta quinta-feira, ainda sujeito à ratificação pelos demais membros do Mercosul e pela União Europeia.
- No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo; resta a aprovação do Senado para a conclusão do processo.
- O tratado conta com apoio de Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistência destacada pela França, que teme impactos à agricultura local.
- A ratificação final depende das instituições brasileiras, paraguaias e da União Europeia.
O parlamento argentino aprovou nesta quinta-feira o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro após 25 anos de negociações. O passo ocorre enquanto o Uruguai também votou pela ratificação do tratado no mesmo dia.
Na Argentina, o Senado aprovou o texto por 69 votos a favor e 3 contra. A ratificação faz parte de um conjunto de etapas para tornar o acordo efetivo entre as partes envolvidas, incluindo o restante dos integrantes do Mercosul.
Além da Argentina, o Uruguai também confirmou a aprovação do acordo nesta quinta-feira. Ainda falta a ratificação do Brasil, do Paraguai e da União Europeia para que o tratado entre definitivamente em vigor.
No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo na quarta-feira. A tramitação ainda depende da decisão do Senado, que precisa validar o texto para que a implementação tenha continuidade.
O acordo recebe apoio de grandes governos europeus, como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistência da França. O principal ponto de discórdia envolve impactos sobre importações de produtos básicos, como carne bovina e açúcar, que são motivos de preocupação para agricultores locais.
Próximos passos
- O Senado brasileiro precisa sancionar o texto para que o acordo siga para a promulgação presidencial.
- O Paraguai e a União Europeia também devem concluir seus trâmites internos para a entrada em vigor.
- Federações agrícolas de alguns países reiteram a necessidade de salvaguardas para produtores nacionais.
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