- Reino Unido caiu para 20º lugar no Índice de Percepção de Corrupção de 2025, com pontuação de 70 em 100, contra 71 no relatório anterior.
- Estados Unidos caiu para 29º, com pontuação histórica de 64, abrindo o desempenho mais baixo já registrado no índice.
- O índice, que avalia 182 países, mostrou deterioração global, com 50 países apresentando queda e 31 registrando melhoria.
- A organização Transparência Internacional aponta retrocesso principalmente em democracias estabelecidas, citando gastos de campanha e influências de financiadores como fatores preocupantes.
- O relatório cita casos no Reino Unido envolvendo doações de grandes financiadores a partidos e críticas a influências sobre políticas, além de destacar críticas a vínculos entre elites políticas e atividades de captação de recursos.
O Reino Unido e os Estados Unidos entraram em novo sulco negativo no índice global de corrupção, segundo a avaliação anual da Transparency International. O relatório aponta deterioração geral, com 31 países melhorando e 50 piorando desde a edição anterior. Denpa, FIN, Singapura e outros aparecem entre os melhores; Sudão do Sul e Venezuela entre os piores.
O estudo baseia-se na percepção de especialistas, empresários e no ambiente público, avaliando 182 nações. Os autores destacam um abalo em democracias tradicionais, marcado por doações partidárias, acesso mediante dinheiro e ações contra jornalistas e defensores de direitos.
Parte das críticas recai sobre o rápido aumento de gastos de campanha e a dependência de financiadores conhecidos, que, para a organização, pode minar a confiança pública e favorecer práticas que fragilizam instituições.
Reino Unido: queda contínua e gastos de campanha
A posição do Reino Unido caiu, de sétimo lugar em 2015 para 20º em 2025, com uma pontuação de 70 em 100. O recuo acompanha o aumento de despesas eleitorais e a presença de grandes doadores em 2024.
A organização aponta como fator a maior dependência de financiadores ricos, citando doações relevantes em menos de um ano. O relatório também faz referência a casos envolvendo doadores e promotores de campanhas, apontando riscos para a integridade institucional.
Autoridades britânicas já anunciaram medidas para fortalecer padrões públicos, como mecanismos de afastamento de pares enredados em escândalos e revisão do regime de lobby. Analistas divergem sobre a efetividade dessas ações a curto prazo.
Estados Unidos: queda para a 29ª posição
Os EUA passaram de 28º para 29º lugar, com a menor pontuação já registrada, 64 de 100. A queda ocorre em meio a debates sobre uso de cargos públicos para restringir vozes independentes e a politização de decisões judiciais.
O relatório também menciona potenciais impactos de eventos recentes, sem incorporar plenamente tudo o que aconteceu em 2025, incluindo episódios políticos envolvendo o governo de Donald Trump. O texto frisa a necessidade de instituições fortes e independentes.
Em todo o mundo, o índice revela que apenas sete países alcançaram 80 ou mais pontos, com Dinamarca no topo há oito anos. Enquanto isso, posições menores continuam vulneráveis a crises políticas, conflitos e mudanças climáticas.
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