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Lula avalia ingresso no Conselho da Paz de Trump com representante palestino

Lula estuda ingresso no Conselho da Paz de Trump, condicionando participação à presença palestina e foco na reconstrução de Gaza

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Presidente petista afirma que Conselho da Paz deve ter foco apenas na reconstrução de Gaza. (Foto: André Borges/EFE)
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  • Lula afirmou que considera aderir ao Conselho da Paz do presidente Donald Trump, desde que haja representante da Palestina e foco na reconstrução de Gaza.
  • A proposta foi apresentada no mês passado e já conta com a adesão de 35 dos 50 convidados; entre os signatários estão Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu.
  • O presidente português disse que, se o Conselho for cuidar de Gaza, é essencial ter os palestinos na direção; caso contrário, não seria um conselho de paz.
  • Lula viajará para Washington na primeira semana de março para encontro com Trump, com pautas de parcerias industriais, minerais críticos, investimentos e ampliação de exportações; ele reafirmou a soberania do Brasil como condição.
  • Sobre a Venezuela, Lula afirmou que a prioridade é fortalecer a democracia e permitir o retorno de 8 milhões de venezuelanos; o tema de Maduro voltou a ser discutido, e uma líder oposicionista mencionou possibilidade de eleições em menos de um ano.

O presidente Lula afirmou considerar aderir ao Conselho da Paz proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, desde que haja a participação de um representante da Palestina e que o foco seja a reconstrução de Gaza. A ideia foi apresentada por Trump no mês passado e gerou ceticismo na comunidade internacional por ter um estatuto amplo.

Lula sinalizou que o Brasil tem interesse em participar se a composição incluir palestinos na direção e se o objetivo for voltado à reconstrução da faixa de Gaza. Em entrevista ao UOL, ele disse que, sem a presença palestina, não há legitimidade para a atuação da comissão.

O presidente petista destacou que viajará a Washington na primeira semana de março para encontro direto com Trump. Segundo Lula, todos os temas estão na mesa, exceto a soberania brasileira, considerada sagrada pelo país.

Participação de líderes e adesões

Entre os 50 convidados por Trump, 35 aceitaram a proposta. Entre os apoiadores, estão o presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A forma de atuação e a real função da comissão permanecem em debate.

Lula ressaltou que, se o foco for Gaza, o Brasil tem interesse em participar, mas enfatizou a necessidade de presença palestina na diretoria. O objetivo, segundo ele, deve ser reconstruir a região, não ampliar o papel político de outras instituições.

Cenário na Venezuela

Durante conversas com Trump na semana passada, Lula abordou ainda a situação na Venezuela. O objetivo é fortalecer a democracia e abrir espaço para retorno de milhões de venezuelanos, sem privilegiar a figura de Maduro.

O presidente afirmou que não é prioridade discutir a volta de Maduro, mas sim condições para que a democracia seja respeitada e haja retorno dos venezuelanos ao país. Ele disse ter tratado do tema com Trump.

A liderança opositora María Corina Machado também comentou o tema, sugerindo que eleições democráticas na Venezuela podem ocorrer em menos de um ano, embora sem confirmar discussion com o governo americano.

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