- Em 5 de fevereiro de 2003, o então secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, apresentou ao Conselho de Segurança da ONU alegações de armas de destruição em massa no Iraque, informações que se mostraram falsas, levando à invasão do país no mês seguinte.
- Os custos para os EUA foram altos: trilhões de dólares gastos, milhares de mortos em combate e dezenas de milhares de veteranos feridos; a credibilidade americana ficou abalada por anos.
- No Oriente Médio, o regime de Saddam Hussein caiu, houve conflitos sectários, fragmentação do Iraque e surgimento de grupos jihadistas, com o Estado Islâmico como subproduto direto.
- A instabilidade atingiu a Síria e aumentou a influência de Rússia, Irã e Hezbollah na região, contribuindo para uma rearranjada ordem geopolítica que favorecia adversários de Washington.
- Hoje, a lição envolve usar a força de forma seletiva e calibrada, com pressão econômica e diplomática, evitando guerras abertas; o caso também é usado para justificar ações na Venezuela e evitar repetir erros do passado.
Há exatos 23 anos, em 5 de fevereiro de 2003, Colin Powell apresentou à ONU alegações de armas de destruição em massa no Iraque. As informações, mais tarde consideradas falsas, ajudaram a justificar a invasão ocorrida no mês seguinte.
O custo maior foi dos Estados Unidos: trilhões de dólares em duas décadas, milhares de mortos e dezenas de milhares de veteranos feridos. A credibilidade americana também ficou abalada.
Para a região, o desmonte do regime de Saddam Hussein abriu espaço para conflitos sectários, fragmentação do Estado iraquiano e espaço para jihadistas.
Impactos regionais e geopolítica
O colapso institucional contribuiu para a ascensão do Estado Islâmico, que atuou na Síria, alimentando uma guerra civil sangrenta e prolongada na região.
A Rússia consolidou apoio ao regime de Bashar al-Assad, ampliou bases e elevou sua influência. O Irã expandiu sua presença regional, fortalecendo alianças estratégicas.
Lições da intervenção e a doutrina atual
Anos depois, Powell reconheceu falhas, atribuídas a informações incorretas e leituras políticas inadequadas. A memória do episódio é usada para avaliar intervenções futuras.
Sob a administração de Donald Trump, a ideia central foi evitar guerras abertas, usando força de modo calibrado, aliado a pressão econômica e diplomática.
A lição para o presente é clara: é necessário cautela, avaliação de riscos e foco em objetivos estratégicos sem repetir erros do passado. A situação atual demonstra uma mudança de abordagem.
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