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O que o Iraque ensinou sobre o uso da força e seus custos

Iraque mostrou custos da intervenção e o peso de informações falsas; hoje, a estratégia é uso seletivo da força para dissuadir, não provocar conflito

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Em fevereiro de 2003, o ex-secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, apresentou ao Conselho de Segurança da ONU evidências da falha do Iraque em desarmar-se. (Foto: Mark Garten/ONU Photo)
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  • Em 5 de fevereiro de 2003, o então secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, apresentou ao Conselho de Segurança da ONU alegações de armas de destruição em massa no Iraque, informações que se mostraram falsas, levando à invasão do país no mês seguinte.
  • Os custos para os EUA foram altos: trilhões de dólares gastos, milhares de mortos em combate e dezenas de milhares de veteranos feridos; a credibilidade americana ficou abalada por anos.
  • No Oriente Médio, o regime de Saddam Hussein caiu, houve conflitos sectários, fragmentação do Iraque e surgimento de grupos jihadistas, com o Estado Islâmico como subproduto direto.
  • A instabilidade atingiu a Síria e aumentou a influência de Rússia, Irã e Hezbollah na região, contribuindo para uma rearranjada ordem geopolítica que favorecia adversários de Washington.
  • Hoje, a lição envolve usar a força de forma seletiva e calibrada, com pressão econômica e diplomática, evitando guerras abertas; o caso também é usado para justificar ações na Venezuela e evitar repetir erros do passado.

Há exatos 23 anos, em 5 de fevereiro de 2003, Colin Powell apresentou à ONU alegações de armas de destruição em massa no Iraque. As informações, mais tarde consideradas falsas, ajudaram a justificar a invasão ocorrida no mês seguinte.

O custo maior foi dos Estados Unidos: trilhões de dólares em duas décadas, milhares de mortos e dezenas de milhares de veteranos feridos. A credibilidade americana também ficou abalada.

Para a região, o desmonte do regime de Saddam Hussein abriu espaço para conflitos sectários, fragmentação do Estado iraquiano e espaço para jihadistas.

Impactos regionais e geopolítica

O colapso institucional contribuiu para a ascensão do Estado Islâmico, que atuou na Síria, alimentando uma guerra civil sangrenta e prolongada na região.

A Rússia consolidou apoio ao regime de Bashar al-Assad, ampliou bases e elevou sua influência. O Irã expandiu sua presença regional, fortalecendo alianças estratégicas.

Lições da intervenção e a doutrina atual

Anos depois, Powell reconheceu falhas, atribuídas a informações incorretas e leituras políticas inadequadas. A memória do episódio é usada para avaliar intervenções futuras.

Sob a administração de Donald Trump, a ideia central foi evitar guerras abertas, usando força de modo calibrado, aliado a pressão econômica e diplomática.

A lição para o presente é clara: é necessário cautela, avaliação de riscos e foco em objetivos estratégicos sem repetir erros do passado. A situação atual demonstra uma mudança de abordagem.

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