- O tratado New START expirou ao fim da quarta-feira, encerrando décadas de limites sobre armas nucleares estratégicas dos EUA e da Rússia.
- O Ministério das Relações Exteriores da China disse que a expiração é regulamente relevante e pode impactar o sistema de controle nuclear global.
- Pequim pediu aos Estados Unidos que respondam de forma construtiva e retomem o diálogo estratégico com a Rússia o quanto antes.
- A China afirma manter defesa nuclear autônoma, com política de não uso em primeira mão e não participa, neste momento, de negociações de desarmamento.
- A Rússia disse estar aberta a negociações de segurança, mas continuará a enfrentar quaisquer novas ameaças.
A China afirmou que a expiração do tratado de armas entre EUA e Rússia é motivo de consternação e pediu que Washington retome o diálogo com Moscou sobre estabilidade estratégica. O acordo New START expirou no fim de quarta-feira, encerrando décadas de limites nos arsenais nucleares.
O Ministério das Relações Exteriores da China ressaltou que o tratado era de grande importância para a estabilidade global. A pasta destacou a preocupação internacional com o impacto negativo sobre o regime de controle de armas e a ordem nuclear mundial.
Segundo Pequim, a China mantém uma política de defesa nuclear baseada na não utilização de primeira mão e não participa de negociações bilaterais de disarmamento neste momento. Também foi reiterado que o arsenal chinês é menor que o dos dois países signatários.
Contorno de posição chinesa e apelo por diálogo
O porta-voz Lin Jian afirmou que a China espera uma resposta positiva dos Estados Unidos e que Washington trate as follow-up arrangements com responsabilidade. O objetivo é retomar o diálogo estratégico com a Rússia o mais breve possível.
O governo chinês reiterou que continua fiel à sua estratégia de defesa e que não buscará nem concordará com ações que alterem o equilíbrio nuclear de forma unilateral. A China também reforçou que não participará de negociações de desarmamento neste estágio.
Contexto internacional e cenário atual
A Rússia sinalizou estar aberta a conversações de segurança, desde que não haja novas ameaças. A Casa Branca indicou que o presidente dos EUA, Donald Trump, decidirá sobre o caminho a seguir em controle de armas, com uma orientação a ser anunciada conforme o prazo interno.
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