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Epstein trocou mensagens com ex-diretor da CIA Bill Burns, dizem documentos

Documentos revelam tentativas de encontro entre Epstein e Bill Burns após a condenação do empresário; Burns afirma ter lamentado o encontro e rompeu relações

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
William Burns on 24 February 2021 on Capitol Hill in Washington DC.
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  • Documentos mostram que Jeffrey Epstein enviou mensagens a Bill Burns, futuro diretor da CIA, e planejou encontros após a condenação de Epstein por crimes sexuais.
  • As mensagens indicam que Epstein e Burns chegaram a se encontrar; o encontro ocorreu em 21 de agosto de 2014, no escritório de Steptoe, em Washington, durante o período em que Burns era secretário-adjunto de Estado.
  • Antes disso, Epstein enviou e-mails em 2013 e 2014 sugerindo que Burns conversasse com pessoas de seu círculo e ofereceu ajuda para reuniões.
  • O porta-voz de Burns afirmou que não havia relação entre os dois e que Burns “se arrepende profundamente” de ter conhecido Epstein; Burns encerrou a relação assim que soube da condenação de Epstein na Flórida.
  • O material aponta que Epstein mencionou Burns em outros contatos e viagens, mas não há evidências de envolvimento de Burns em atividades ilegais relacionadas aos crimes de Epstein.

Jeffrey Epstein manteve mensagens com William J Burns, futuro diretor da CIA, em 2013-2014, segundo documentos divulgados. As comunicações ocorreram após Epstein se declarar culpado por crimes relacionados à prostituição envolvendo menores. Burns participava da diplomacia dos EUA há décadas, sob governos republicanos e democratas.

A divulgação aponta planejamento de encontros entre Epstein e Burns, ocorrendo ao menos dois encontros presenciais. Epstein também sugeria que outras pessoas em seu círculo se reunissem com o diplomata. Burns não é acusado de crimes relacionados a Epstein.

Burns afirmou por meio de um porta-voz que não houve relação entre os dois e que ele desconhecia as atividades criminosas de Epstein além de ter sido apresentado como especialista no setor financeiro. O porta-voz disse que Burns se arrepende de ter se encontrado com o empresário.

Contexto e personagens

  • William J Burns: diplomata veterano, que mais tarde se tornou diretor da CIA. Atuação sob governos de diferentes siglas.
  • Jeffrey Epstein: condenado por crimes sexuais envolvendo menores; as mensagens datam de 2013 e 2014.

Cronologia-chave

Em abril de 2013, Epstein sugeriu por e-mail que ocorreria um encontro com Burns em Washington ou Nova York. Burns, na época, era subsecretário de Estado e negociador com o Irã.

Em julho de 2013, Epstein pediu a Terje Rød-Larsen que contatasse Burns e apoiasse o encontro. Rød-Larsen era colega diplomático envolvido em iniciativas de paz.

Em abril de 2014, Burns anunciou sua saída do governo após 32 anos de serviço. No mês seguinte, Epstein mencionou Burns a Peter Thiel, sugerindo a presença de Burns em um evento na casa de alguém. Não há evidência de que Burns tenha ido.

Em agosto de 2014, Epstein finalmente marcou encontro com Burns, em Washington, no escritório de Steptoe & Johnson. O assunto, segundo a defesa, seria relacionado à carreira de Burns no setor privado. Em setembro, Epstein ofereceu disponibilidade para encontros em Nova York.

Encaminhamentos e desdobramentos

Entre setembro de 2014 e 2015, Epstein manteve contatos indiretos com Burns, incluindo mensagens sobre viagens a Nova York. Burns afirmou que houve tentativa de marcar encontro, que não ocorreu em algumas ocasiões.

Em 23-26 de setembro de 2014, Burns esteve em Nova York para reuniões com autoridades iranianas, e Epstein pediu disponibilidade. Burns respondeu positivamente, com disponibilidade a depender da agenda.

Situação atual

Segundo o porta-voz de Burns, este soube da condenação de Epstein no Florida pouco após o encontro e rompeu relações. Não há indícios de envolvimento de Burns nos crimes de Epstein. A divulgação não indica que Burns tenha participado de atividades ilegais.

Observações finais

Os documentos não comprovam envolvimento direto de Burns nos crimes de Epstein. A imprensa confirma apenas contatos e encontros, além de intercâmbio de mensagens que sugeriam novas reuniões. As informações provêm de fontes oficiais e jornalísticas, sem conclusões judiciais sobre a legitimidade de qualquer relação.

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