- Os EUA acusaram Cuba de atrapalhar o trabalho de seu diplomata-chefe em Havana, Mike Hammer, após pequenos grupos de cubanos o vaiarem durante encontros com moradores e representantes de igreja.
- O Departamento de Estado divulgou nas redes sociais que Havana utiliza “táticas de intimidação fracassadas” e pediu o fim da intervenção de cubanos no trabalho diplomático de Hammer.
- A tensão entre os dois países aumentou após o presidente Donald Trump classificar Cuba como ameaça para a segurança dos EUA e sinalizar tarifas sobre o petróleo destinado à ilha.
- Hammer, diplomata de carreira que chegou a Cuba no final de 2024, tem visitado amplia parte da ilha para encontros com dissidentes políticos, representantes da igreja católica e outras pessoas; o governo cubano o acusa de tentar incentivar desordem.
- No sábado, Hammer registrou em vídeo suposto assédio após reunião com líderes da igreja local; vídeos posteriores mostram vaias em dois locais durante apagões noturnos.
Washington critica Cuba após multidões hostilizarem o diplomata americano
O governo dos EUA acusou Cuba de interferir no trabalho do seu diplomata em Havana, durante encontros com moradores e representantes da igreja. O episódio ocorreu na capital cubana, em meio a encontros de Mike Hammer com a sociedade local.
Acontecimento envolve o Chargé d’Affaires dos EUA, Mike Hammer, que chegou à ilha no fim de 2024. Vídeos divulgados mostram cidadãos cubanos dirigindo xingamentos ao diplomata durante reuniões noturnas com fiéis e líderes religiosos.
O Departamento de Estado dos EUA, via redes sociais, afirmou que Cuba utiliza táticas de intimidação fracassadas e pediu que Havana pare de enviar pessoas para atrapalhar o trabalho diplomático de Hammer.
A tensão entre os dois países aumentou após Donald Trump ter classificado Cuba como ameaça à segurança nacional e anunciado tarifas para o petróleo vindo da ilha. O presidente também afirmou que poderia negociar com Cuba.
Hammer descreveu, em vídeo, assédio recebido após uma reunião com líderes locais da igreja. Segundo ele, houve interrupção por parte de indivíduos identificados como comunistas.
Vídeos posteriores mostraram pequenos grupos em dois locais, em iluminação de becos urbanos, gritando palavras como Assassin e Imperialista. Não foi possível identificar os participantes.
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba não comentou as imagens. A Embaixada dos EUA produz os vídeos e diz que Hammer apenas cumpre seu mandato.
As partes mantêm postura de negação de agressões mútuas. Cuba acusa o diplomata de fomentar descontentamento; os EUA defendem que ele atua dentro de suas funções diplomáticas.
Comentário adicional: a relação entre Washington e Havana permanece tensa, com histórico de desentendimentos desde a Revolução de 1959 e agravada pela crise econômica cubana.
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