- Revelações mostram encontros secretos entre ativistas separatistas de Alberta e autoridades do governo dos EUA, considerados traição pelo premier da Colúmbia Britânica.
- Os encontros teriam ocorrido com officials de Washington para obter apoio externo à secessão do Canadá, enquanto o movimento coleciona assinaturas para um referendo na província.
- O grupo busca quase 178 mil assinaturas para acionar o referendo e já mostrou a intenção de obter um crédito de 500 bilhões de dólares do Tesouro dos Estados Unidos para financiar a criação de um novo país, caso o plebiscito seja vitorioso.
- Líderes indígenas e críticos alertam para interferência estrangeira e avaliam que o plebiscito não pode ocorrer sem consulta aos signatários de tratados; Alberta, porém, mantém a defesa de uma Alberta soberana dentro do Canadá.
- O tema ganhou destaque após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos sinalizar apoio à ideia de soberania de Alberta, aumentando a preocupação sobre a influência externa no processo.
O confronto entre Alberta e autoridades dos EUA ganhou contornos diplomáticos após revelar encontros sigilosos entre ativistas separatistas da província e membros da administração de Donald Trump. O premier de British Columbia classificou a atuação como treason, chamando a ideia de pedir auxílio a um país estrangeiro para desmembrar o Canadá de inaceitável.
As revelações vieram a público por meio de uma reportagem do Financial Times, que mostrou a natureza das reuniões e o interesse dos separatistas em se aproximar de governos estrangeiros. O grupo pretende conduzir um referendo e tem como meta coletar assinaturas para abrir o processo.
O movimento em Alberta, que ainda recebe apoio minoritário, busca promover a independência sob a bandeira de maior autonomia para a província rica em petróleo. Organizadores já circulam pelo interior do estado para angariar assinaturas, visando um plebiscito nas próximas semanas.
Repercussões e reações
Ao comentar o tema, o premier de Alberta afirmou que é apropriado defender a soberania do Canadá e que buscar apoio externo à separação é inadequado. Comentários similares foram feitos por outras lideranças, incluindo o premier de Ontario.
O governo de Alberta, liderado por Danielle Smith, tem enfrentado críticas por facilitar a coleta de assinaturas para o referendo. Indígenas da região alertaram para interferência estrangeira e destacaram a necessidade de consulta aos detentores de tratados.
Contexto e cenários atuais
Fontes próximas mencionaram que a ideia de apoio financeiro estrangeiro para a criação de um novo país é controversa. Analistas ressaltam riscos de influência externa e de campanhas de desinformação que podem afetar a legitimidade do pleito.
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