- O presidente taiwanês Lai Ching-te disse em carta ao Papa Leão que qualquer tentativa de mudar o status de Taiwan pela força ou coerção não trará paz verdadeira.
- Lai respondeu ao Sermão do Papa no Dia Mundial da Paz de 1º de janeiro, destacando que democracia, paz e prosperidade são o caminho de Taiwan.
- O Vaticano é um dos 12 países com vínculo diplomático formal com Taiwan e o único da Europa; as relações com Pequim vêm se aprofundando, incluindo nomeação de bispos católicos.
- Taiwan afirma que apenas o povo da ilha pode decidir seu futuro, em meio a coerção militar e intimidação de estados autoritários na região.
- Pequim realiza exercícios militares perto de Taiwan e rejeita conversas com Lai; Taiwan critica interpretações de documentos da Segunda Guerra Mundial e da resolução de 1971, que teriam dado base legal à soberania da China, segundo Taiwan.
Taipei afirma que uso da força não trará paz verdadeira em Taiwan
Taiwan informou nesta sexta-feira que qualquer tentativa de mudar seu status quo pela força ou coerção não produzirá verdadeira paz. A mensagem foi enviada pelo presidente Lai Ching-te ao Papa Leão XIII, em resposta ao convite do Dia Mundial da Paz.
O governo de Taiwan destacou que a democracia, a paz e a prosperidade são o caminho nacional do país e também sua ligação com o mundo. A nota foi publicada pelo gabinete presidencial. Lai reiterou a defesa de ações concretas para manter a paz no Estreito de Taiwan.
Relação Vaticano-Taiwan
O Vaticano é um dos 12 aliados diplomáticos formais de Taiwan e o único na Europa. O Vaticano tem buscado melhorar contatos com Pequim, inclusive na nomeação de bispos católicos, conforme indicado em informações associadas às relações sino-católicas.
Taiwan afirma que apenas seu povo pode decidir o futuro da ilha, em meio a pressões de forças militares na região. A China realiza exercícios militares próximos a Taiwan, em uma série de ações consideradas por Taipei como campanha de pressão constante.
Questões legais e históricas
O governo taiwanês critica interpretações de documentos da Segunda Guerra Mundial e da resolução de 1971 da ONU, que, segundo Taipei, teriam sido usados para justificar a soberania de Pequim sobre Taiwan. Taipei sustenta que não houve menção a Taiwan na própria resolução da ONU, que só surgiu após conflitos históricos.
Beijing sustenta que documentos como a Declaração de Cairo e a resolução da ONU dão suporte legal à sua reivindicação. O governo de Taiwan, por sua vez, sustenta que a República da China, governo de Taiwan, fugiu para a ilha em 1949 após a guerra civil.
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