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Rússia abre caminho ao Brasil para vaga no Conselho de Segurança da ONU

Rússia promete apoiar Brasil em vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, condicionando a reforma do órgão

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, durante a 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação, no Palácio do Itamaraty. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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  • Em Brasília, ocorreu a 8ª Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação; a Rússia promete apoiar o Brasil para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU apenas se houver reforma, sendo a terceira promessa desde 2022.
  • A Declaração Conjunta reforça o multilateralismo e o papel da ONU, defendendo mudanças no Conselho para refletir a diversidade de países em desenvolvimento da América latina, da Ásia e da África.
  • O premiê russo Mikhail Mishustin participou da reunião, recebido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo chanceler Mauro Vieira; membros do governo russo compõem a delegação.
  • No aspecto econômico, o Brasil é apresentado como principal parceiro da Rússia na região; o comércio foca em carne e café, e a Rússia responde por cerca de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil.
  • Houve interesse em ampliar investimentos russos no Brasil em química, fertilizantes, energia, indústria e infraestrutura, e também em aumentar a presença de empresas brasileiras no mercado russo, especialmente em alimentos processados, dispositivos médicos e tecnologia agrícola.

A 8ª Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação ocorreu nesta quinta-feira, 5, no Itamaraty, em Brasília. O encontro reuniu autoridades de alto escalão dos dois países e teve foco político, diplomático e comercial. A Rússia reiterou apoio à vaga permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, condicionada a uma reforma do órgão.

A reunião contou com a presença do premiê russo, Mikhail Mishustin, recebido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo chanceler Mauro Vieira. A delegação russa incluiu ministros e representantes do governo, reforçando o caráter estratégico do encontro.

Ao abrir a reunião, Alckmin ressaltou a parceria sólida entre Brasil e Rússia, destacando o CAN como mecanismo importante. O documento divulgado ao final defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU para ampliar a representatividade global.

Declaração conjunta

A declaração reafirma o compromisso com o multilateralismo e com a Carta da ONU. Brasil e Rússia defendem mudanças estruturais no sistema internacional e apontam a necessidade de ampliar a participação de países em desenvolvimento da América Latina, da Ásia e da África.

A Rússia reiterou apoio ao Brasil como candidato a uma vaga permanente em um Conselho de Segurança reformado. A posição representa continuidade de alinhamento diplomático brasileiro, ainda enfrentando resistências entre membros permanentes.

O texto não menciona explicitamente a política externa dos Estados Unidos, mas aponta a defesa de soluções pacíficas e de um sistema multilateral robusto. A referência à solução de controvérsias segue os princípios da Carta das Nações Unidas.

Dimensão econômica

Mishustin ressaltou que o Brasil é hoje o principal parceiro da Rússia na região. A cooperação bilateral, segundo ele, avança com novos projetos em diversas áreas, mesmo diante de sanções internacionais.

O premiê destacou que o comércio é sustentado principalmente pela carne e pelo café exportados pelo Brasil. A Rússia compete pela participação em fertilizantes, respondendo atualmente por cerca de 25% das importações brasileiras do produto.

A reportagem apurou que a Rússia busca manter-se como principal fornecedora de fertilizantes ao Brasil, embora o tema não tenha sido discutido publicamente pelos participantes.

Alckmin sinalizou interesse em ampliar investimentos russos no Brasil, especialmente em química, fertilizantes, energia, indústria e infraestrutura. Em contrapartida, defendeu maior presença de empresas brasileiras no mercado russo, em áreas como alimentos processados, dispositivos médicos e tecnologia agrícola.

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