- O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou as mensagens inconsistentes de Donald Trump sobre a guerra no Irã e sobre a Otan durante visita de estado à Coreia do Sul.
- Macron defendeu a aliança transatlântica e pediu retorno à estabilidade e à paz, dizendo que não é hora para discursos cada vez diferentes.
- O francês afirmou que alianças como a Otan se definem pelo que não é dito, advertindo que duvidar do compromisso enfraquece a aliança.
- Trump já insinuou que pode deixar a Otan, criticou aliados por não apoiarem a guerra e chegou a chamar o bloco de “paper tiger” em alguns momentos.
- Autoridades americanas e europeias seguem avaliando o papel da Otan e as referências ao conflito com o Irã continuam gerando tensões diplomáticas na região.
Emmanuel Macron criticou nesta quinta-feira as mensagens misturadas de Donald Trump sobre a Otan e a guerra com o Irã, durante visita de estado à Coreia do Sul. O presidente francês pediu mais estabilidade, deixando claro que o esforço pela paz deve prevalecer sobre reações diárias.
Macron defendeu a Otan como aliança de defesa coletiva e disse que a credibilidade de organizações depende do que fica implícito, como a confiança entre os membros. Ele ressaltou que dúvidas diárias sobre o compromisso fragilizam a aliança.
O comentário do presidente francês ocorreu em meio a sinais confusos vindos de Washington sobre avanço do conflito, críticas à unidade europeia e menções de possível saída dos EUA da Otan. O tema tem causado tensão nas relações transatlânticas.
Na semana, autoridades americanas também vinham ao menos verbalmente questionando o funcionamento da Otan, enquanto Trump fez declarações distintas sobre a necessidade de apoio dos parceiros e sobre a estratégia de atuação conjunta.
Ainda sobre o tema, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sinalizou que o país pode reavaliar a participação na aliança, enquanto o secretário de Defesa, Pete Hegseth, não confirmou se o País defenderia aliados em caso de ataque. As falas geraram preocupação entre aliados.
A Otan enviou sinais de esforço para reparar laços, com o secretário-geral, Mark Rutte, programando uma visita a Washington na próxima semana. Líderes europeus reiteraram o apoio à aliança como ferramenta de segurança coletiva.
Entre os desdobramentos, cerca de 40 países discutiram medidas para manter a liberdade de navegação no estreito de Hormuz, ponto estratégico para o abastecimento global de petróleo. A iniciativa foi liderada pelo Reino Unido, que organizou as conversas.
A França destacou que qualquer operação para abrir o estreito exigiria várias fases e cooperação com o Irã, além de considerar inviável uma ação militar de grande porte para resolver a questão nuclear. Macron enfatizou a busca por vias diplomáticas.
Enquanto o confronto se estende, iranianos advertiram ataques mais amplos contra EUA e Israel caso haja escalada. A diplomacia segue tentando evitar uma ruptura maior, com negociações indiretas entre intermediários ainda em estudo.
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