- O Reino Unido ofereceu sediar uma cúpula internacional de segurança para apresentar um plano viável e coletivo para reabrir o estreito de Hormuz.
- O estreito, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, tem ficado praticamente fechado devido a ameaças de ataques no contexto do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
- O Ministério da Defesa já enviou planejadores militares ao Comando Central dos EUA para avaliar opções de passagem de navios pelo estreito, incluindo o uso de drones de varredura de minas.
- Mais de 30 países assinaram uma declaração conjunta para trabalhar em esforços que salvaguardem a rota, com possibilidade de convidar outras nações a participar.
- A cúpula pode ocorrer em Londres ou em Portsmouth, com o objetivo de formar uma coalizão e avançar rumo à abertura segura da passagem assim que as condições permitirem.
O Reino Unido propôs sediar uma cúna conferência internacional de segurança para definir um plano coletivo viável de reabertura do estreito de Hormuz, diante das consequências econômicas do conflito envolvendo Irã. A ideia surge enquanto a crise no Oriente Médio se agrava, afetando rotas vitais de petróleo.
Chefees de defesa discutem caminhos para destravar a passagem, pela qual passam cerca de 20% do abastecimento global de petróleo. Em meio a ameaças de retaliação de Teerã, o estreito permanece praticamente bloqueado, elevando custos e incertezas no mercado.
O Ministério da Defesa já enviou planejadores militares ao Comando Central dos EUA para avaliar opções de passagem de petroleiros pelo estreito. A análise inclui possíveis ações com drones de varredura de minas na região do Golfo.
Mais de 30 países, entre eles Emirados Árabes, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Austrália, assinaram uma declaração conjunta que reafirma o compromisso com esforços apropriados para salvaguardar a via marítima. A cooperação internacional ganha relevância diante da irregularidade na circulação normal de navios.
Oficiais de defesa do Reino Unido já conversaram com pares sobre a viabilidade de assegurar o estreito, incluindo propostas de uso de drones para varredura de minas. Países ocidentais adiaram pedidos de envio de navios de guerra durante o momento crítico da crise.
Segundo uma fonte governamental, haverá novas reuniões entre chefes de defesa e militares, com a possibilidade de convidados adicionais, para discutir uma conferência de segurança sobre Hormuz nas próximas semanas. A ideia é consolidar uma coalizão e manter o movimento rumo a uma rota segura.
Os organizadores consideram realizar o encontro em Londres ou no quartel-general da Marinha em Portsmouth, com o objetivo de manter o impulso e facilitar uma resposta rápida quando as condições forem adequadas para abrir a passagem comercial.
O tema político domina o cenário, com o debate sobre de-escalada rápida da crise. A inflação e os custos de empréstimos sobem conforme a interrupção do estreito persiste, aumentando a pressão econômica global.
Olcionista de segurança nacional, o deputado Matt Western destacou que não haverá fim rápido no conflito, apontando impactos econômicos amplos. Ele ressaltou a dependência britânica de petróleo e gás e pediu firmeza na busca por desescalada.
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