- O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que a confiança entre os EUA e seus aliados ocidentais está perdida.
- Em discurso em Berlim, ele disse que a ruptura é profunda e continuará após o início do segundo mandato de Donald Trump, em 20 de janeiro de 2025.
- Steinmeier afirmou que não há retorno ao papel de hegemonia benevolente dos EUA na ordem internacional liberal, mesmo com uma futura administração.
- O presidente alemão criticou a condução da guerra contra o Irã, dizendo que é contrária ao direito internacional e um erro político com consequências graves.
- Embora tenha cargo cerimonial, as críticas de Steinmeier seguem a linha do governo; o chefe de governo alemão, Friedrich Merz, pediu fim da guerra contra o Irã.
O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que a confiança entre os Estados Unidos e seus aliados ocidentais está perdida. Em Berlim, durante o 75º aniversário do Ministério das Relações Exteriores, ele disse que o cenário deve permanecer assim após o início do segundo mandato de Donald Trump.
Steinmeier ressaltou que a ruptura é profunda e que a confiança na política de grande potência dos EUA é significativa em escala mundial. Ele também citou dificuldades para retomar a cooperação anterior entre aliados ocidentais.
O chefe de Estado alemão enfatizou ainda a percepção de que não haverá retorno à situação anterior a 20 de janeiro de 2025, data prevista para o início do segundo mandato de Trump na Casa Branca. Segundo ele, uma futura administração não deverá retomar o papel de hegemonia benevolente.
Além disso, o presidente alemão afirmou que a condução da guerra contra o Irã contraria o direito internacional. Ele classificou o conflito como um erro político com consequências graves e afirmou que era evitável e inútil.
Steinmeier exerce um papel cerimonial com influência moral na política externa alemã, e suas críticas vão além das posição do governo, mantendo uma linha alinhada a prioridades do país. A fala ganhou destaque internacional pela sua contundência sobre alianças ocidentais.
Paralelamente, o chefe do governo alemão, Friedrich Merz, pediu o fim da guerra contra o Irã, ressaltando que o conflito não beneficia a ninguém e traz impactos econômicos para diversos países.
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