- O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, reconheceu ter mantido contatos com Moscou após reportagem que o apontava de repassar informações da UE a Rússia.
- Szijjártó afirma falar com diversos atores geopolíticos sobre temas de interesse para Budapeste, inclusive com o Kremlin, além de parceiros como os Estados Unidos, Turquia, Israel e Sérvia.
- O Washington Post publicou que ele informava em tempo real Serguéi Lavrov sobre assuntos sensíveis discutidos entre ministros europeus; Orbán e o ministro chegaram a chamar a narrativa de falsa.
- A Comissão Europeia manifestou preocupação e pediu explicações ao primeiro-ministro Víktor Orbán sobre o caso.
- O governo húngaro mantém boa relação com a Rússia: o premiê Orbán já visitou Moscou várias vezes e o ministro Szijjártó já esteve lá 16 vezes, sendo a última visita em 4 de março.
O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, admitiu ter mantido contatos com Moscou, após reportagem que o aponta como informante de informações confidenciais da UE. O episódio envolve espionagem e impacta a campanha eleitoral no país.
Segundo a imprensa, Szijjártó teria repassado informações a Serguéi Lavrov, ministro russo, sobre debates entre ministros da UE. A divulgação ocorreu poucos dias antes das eleições, gerando reação na Comissão Europeia, que pediu explicações ao governo de Viktor Orbán.
Em resposta, o governo húngaro classificou as reportagens como falsas inicialmente. A denúncia se tornou tema central de debates, com Szijjártó afirmando que as reuniões da UE não tratam de informações confidenciais. Orbán mantém relações próximas com a Rússia, visitando Moscou diversas vezes, a última em março.
Repercussões e contexto
O caso alimenta críticas em Bruxelas sobre Estado de direito na Hungria e sobre o apoio a Ucrânia. Fontes oficiais citadas pela mídia apontam que as acusações atingem o discurso eleitoral do Fidesz, aliado de Orbán, frente a adversários como o partido Tisza.
Entre os destaques, constam 16 visitas de Orbán a Moscou desde o início da invasão à Ucrânia, incluindo o encontro com Putin em março. A denúncia também envolve o jornalista Szabolcs Panyi, que publicou a investigação com a transcrição de uma suposta ligação entre Szijjártó e Lavrov em 2020.
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