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Nações da OSCE aprovam orçamento em cinco anos após cortes dos EUA

OSCE aprova orçamento pela primeira vez em cinco anos, com cortes de cerca de 10% solicitados pelos EUA, reduzindo o quadro e levando à saída de mais de 100 funcionários

Flags of the Organisation for Security and Cooperation in Europe (OSCE) are pictured outside their headquarters in Vienna, Austria February 15, 2022. REUTERS/Leonhard Foeger
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  • OSCE, com 57 países, aprovou um orçamento pela primeira vez em cinco anos, após cortes exigidos pelos Estados Unidos.
  • O ajuste incluiu uma redução de cerca de 15 milhões de euros, aproximadamente 10% do orçamento de 2021, que havia sido basicamente mantido desde então.
  • A mudança impactará a equipe: de cerca de dois mil funcionários, mais de cem devem deixar a organização.
  • A aprovação ocorreu por unanimidade durante uma reunião entre todos os estados participantes.
  • O orçamento foi defendido pela presidência suíça na OSCE, destacando que a organização continua sendo um espaço de diálogo mesmo em tempos de tensões.

O OSCE, organização de 57 países da Europa, Ásia Central e Norte, aprovou nesta quinta-feira seu orçamento pela primeira vez em cinco anos. O acordo ocorreu com cortes exigidos pelos Estados Unidos, principal financiador.

A reunião ocorreu em Viena, onde a instituição de segurança e direitos humanos tem sede. O impasse histórico vinha dificultando decisões importantes, alimentando críticas de que Moscou dominaria a agenda.

No ano passado, Washington pressionou por redução superior a 10% do orçamento e pela volta às funções centrais da OSCE, inclusive para monitoramento eleitoral em países com votos questionáveis. A meta era ajustar a atuação da organização.

Detalhes do corte e impacto

A OSCE informou que o envelope financeiro foi reduzido de forma conservadora, com menção a cortes próximos de 15 milhões de euros, cerca de 10% do orçamento de 2021, anteriormente mantido por congelamento.

A redução deverá impactar estruturas administrativas, com a possibilidade de desligamento de parte do quadro. De cerca de 2 mil funcionários, mais de 100 podem deixar a instituição.

Ignazio Cassis, ministro das Relações Exteriores da Suíça e titular da cadeira de presidência rotativa do OSCE, afirmou que o organismo permanece como plataforma de diálogo, capaz de decisões coletivas que fortalecem a atuação conjunta.

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