- O presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse que houve negociações com o governo dos Estados Unidos para buscar soluções para as diferenças bilaterais e o bloqueio imposto a Cuba.
- As conversas foram divulgadas em vídeo na televisão nacional, em meio a crise econômica, apagões e desabastecimento de combustível.
- Díaz-Canel afirmou que os negociadores atuaram com igualdade, respeito aos sistemas políticos e soberania de Cuba.
- O discurso ocorre após alerta de medidas extremas feitas em fevereiro pelo governo cubano e de conversas dos EUA com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro, durante a Caricom.
- Raúl Guillermo Rodríguez Castro, de 41 anos, não ocupa cargo oficial, mas mantém proximidade com Raúl Castro e participa de encontros com representantes dos EUA.
Cuba informou que manteve diálogos com o governo dos Estados Unidos para buscar soluções à atual ofensiva econômica, conhecida como bloqueio. A declaração foi feita por o presidente cubano Miguel Díaz-Canel em vídeo exibido pela televisão estatal.
Segundo Díaz-Canel, as negociações visam superar as divergências bilaterais por meio do diálogo, com participação de negociadores cubanos. O presidente enfatizou que as negociações ocorrem com base na igualdade, no respeito aos sistemas políticos e na soberania de Cuba.
A fala ocorre em meio a uma crise econômica acentuada no país, com frequentes quedas de energia e escassez de combustíveis. O anúncio chega após repórter do governo mencionar que o tema pode exigir medidas extremas caso a situação persista.
No mês passado, autoridades norte-americanas realizaram conversas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, à margem de um encontro regional na Casa Caricom, em São Cristóvão e Nevis. Rodrígues Castro não ocupa função oficial, mas mantém proximidade com a liderança cubana.
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