Em Alta NotíciasFutebolBrasilPolíticaeconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Oferta do Líbano para negociações diretas com Israel é ignorada, dizem fontes

Beirute propõe negociações diretas com Israel, mas a oferta é rejeitada; credibilidade do Líbano e capacidade de conter Hezbollah são questionadas

Lebanese President Joseph Aoun attends a press conference with German President Frank-Walter Steinmeier (not pictured), at the presidential palace in Baabda, Lebanon, February 16, 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • Israel recusou a oferta de negociações diretas do Líbano, dizendo que é pouco e tarde demais para uma parte que quer dispor de Hezbollah sem colocar o país em risco de guerra civil.
  • O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que o país estaria pronto para começar negociações diretas ainda nesta semana e, em privado, chegou a mencionar a possibilidade de normalizar relações.
  • Aoun informou ter iniciado a nomeação de uma delegação de negociação; uma terceira fonte disse que “tudo está na mesa” em relação à normalização.
  • A proposta recebeu pouca atenção tanto de Israel quanto dos Estados Unidos, em meio à dificuldade de Beirut controlar Hezbollah e ao atraso de ações que poderiam conter o grupo armado.
  • Washington sinalizou que a janela de oportunidade para lidar com Hezbollah pode estar fechando; Israel insiste na desmilitarização de bases e aquisição de armas do grupo.

Israel rejeita a oferta histórica de negociações diretas feita pelo Líbano, considerada insuficiente por um governo que busca desarmar o Hezbollah, mas não pode agir contra o grupo armado sem risco de guerra civil. O anúncio vem em meio a um conflito que se ampliou em 2 de março, quando o Hezbollah entrou no confronto regional apoiando o Irã.

Fontes próximas ao presidente libanês Joseph Aoun afirmam que ele, nesta semana, começou a designar uma delegação de negociação e, em encontros privados, chegou a sinalizar disposição para avançar rumo à normalização de relações. A exploração de todas as opções foi citada como sendo possível, incluindo a normalização.

A credibilidade de Beirute perante Washington e Tel Aviv é tensa. Segundo as fontes, a oferta não ganhou tração entre Israel e EUA, que ainda veem dificuldade em aceitar negociações enquanto o fogo não cessar do território libanês. O ministro das Relações Exteriores de Israel disse estar aberto ao diálogo, desde que haja controle das hostilidades.

Representantes das Nações Unidas e do governo dos EUA não responderam a pedidos de comentário. Procuradores americanos indicaram que não haverá margem para negociações rápidas, citando o contexto de confrontos com o Irã e a necessidade de manter o foco regional.

Na prática, o governo libanês tem tentado arrefecer a influência do Hezbollah no sul do país, com medidas que atingiram a força armada do grupo. Apesar disso, a organização continua com arsenal considerável, o que dificulta ações diretas por parte das forças leais ao Estado.

Ainda segundo fontes, as autoridades de Beirute detiveram cerca de 50 pessoas por porte de armamentos sem licença no sul e nas proximidades de Beirute, sob suspeita de ligação com o Hezbollah. Parte dos detidos foi liberada após pagamento de multa, segundo relatos de fontes de segurança.

Entre os elementos que alimentam o ceticismo, está a avaliação de que a última oferta libanesa não teria condições de reverter o desequilíbrio de forças no terreno. Três pessoas familiarizadas com a política do Oriente Médio indicaram à Reuters que Washington está com pouca margem para atuar diretamente, preferindo que Israel gerencie a situação conforme julgar adequado.

O líder libanês indicou, em fala não publicada, que o objetivo continua sendo uma saída para o conflito, mas as posições permanecem distintas entre as partes. O cenário permanece marcado pela tensão entre a busca por solução diplomática e o risco de escalada regional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais