- O Irã avalia permitir a passagem de um número limitado de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, desde que a carga seja negociada em yuan chinês.
- A possibilidade foi comunicada à CNN por uma alta autoridade iraniana.
- A medida integra um novo plano do Irã para gerenciar o fluxo de petroleiros na região.
- O petróleo mundial é majoritariamente negociado em dólares; o yuan busca espaço, especialmente na relação China-Arábia Saudita.
- As Nações Unidas alertaram que restrições à passagem pelo estreito teriam impacto significativo em ajuda humanitária e cadeias de suprimento, conforme declaração de Tom Fletcher.
O Irã sinalizou que pode permitir a passagem de um número limitado de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, desde que a carga de petróleo seja negociada em yuan chinês. A informação foi veiculada por uma alta autoridade iraniana à CNN.
A proposta surge no contexto de o Irã estudar um novo plano para gerenciar o fluxo de navios na estreita rota, que liga o Golfo ao Golfo Pérsico. A medida dependeria da conversão das negociações para a moeda chinesa.
A China tem buscado ampliar o uso do yuan em transações de petróleo, especialmente com a Arábia Saudita. Mesmo assim, o dólar continua dominante como moeda de reserva global, enquanto o yuan ainda não é amplamente aceito no mercado mundial.
Impacto no mercado e alerta da ONU
Mercados reforçam a preocupação com a passagem pelo estreito, que é uma via estratégica para o abastecimento global. Preços do petróleo sofreram volatilidade em razão de incertezas sobre o controle de Ormuz.
As Nações Unidas destacaram que restrições de passagem podem afetar drasticamente operações humanitárias em áreas sob conflito. O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários apontou que a interrupção eleva custos e dificulta o transporte de alimentos e remédios.
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