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EUA inicia nova investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais

Nova investigação dos EUA mira práticas desleais no Brasil e dezenas de países, com foco em trabalho forçado e possível aplicação de medidas comerciais

O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer: Brasil é alvo de novas investigações por práticas comerciais (Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER)
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  • O escritório do Representante Comercial dos EUA abriu nova investigação sob a Seção 301 contra o Brasil e dezenas de países por práticas comerciais desleais, para avaliar o uso de trabalho forçado.
  • A apuração busca saber se atos e políticas promovem trabalho forçado, criando vantagem de custo artificial e prejudicando a economia americana.
  • O USTR informou que iniciou consultas com os governos investigados e fará audiências em vinte e oito de abril; interessados podem enviar comentários até quinze de abril de dois mil e vinte e seis.
  • O Brasil já era alvo dessa linha de investigação desde julho do ano passado, quando o governo americano anunciou medidas em resposta a práticas comerciais identificadas.
  • A lista de países incluye Brasil, Canadá, China, México, União Europeia, Índia, Japão, Reino Unido, Rússia e Vietnã.

O escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou nesta quinta-feira (12) a abertura de uma nova investigação contra o Brasil e dezenas de países por práticas comerciais desleais. O objetivo é apurar se atos, políticas e práticas dessas economias incentivam o uso de trabalho forçado, conferindo uma vantagem de custo artificial e prejudicando a economia norte-americana.

A investigação será baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, instrumento utilizado para identificar possíveis práticas desleais que afetem o comércio com os EUA. O USTR informou que iniciou consultas com os governos investigados e que audiências estão previstas para 28 de abril. Comentários por escrito, solicitações de presença na audiência e resumo de depoimento devem ser enviados até 15 de abril de 2026.

Brasil já era investigado com base na Seção 301

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado, em julho do ano passado, a abertura de uma investigação por práticas desleais após impor tarifas sobre importações do Brasil. A medida foi comunicada em carta dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, Trump citou ataques às atividades comerciais digitais de empresas americanas e outras práticas desleais.

Se forem constatadas irregularidades, o representante comercial poderá aplicar medidas para evitar abusos econômicos, incluindo novas tarifas ou restrições comerciais. A avaliação ocorre no contexto das relações comerciais entre Brasil e EUA, com impactos potenciais sobre setores exportadores e cadeias produtivas.

Países-alvos da nova investigação

1. Argélia

2. Angola

3. Argentina

4. Austrália

5. Bahamas

6. Bahrein

7. Bangladesh

8. Brasil

9. Camboja

10. Canadá

11. Chile

12. China

13. Colômbia

14. Costa Rica

15. República Dominicana

16. Equador

17. Egito

18. El Salvador

19. União Europeia

20. Guatemala

21. Guiana

22. Honduras

23. Hong Kong

24. Índia

25. Indonésia

26. Iraque

27. Israel

28. Japão

29. Jordânia

30. Cazaquistão

31. Kuwait

32. Líbia

33. Malásia

34. México

35. Marrocos

36. Nova Zelândia

37. Nicarágua

38. Nigéria

39. Noruega

40. Omã

41. Paquistão

42. Peru

43. Filipinas

44. Catar

45. Rússia

46. Arábia Saudita

47. Singapura

48. África do Sul

49. Coreia do Sul

50. Sri Lanka

51. Suíça

52. Taiwan

53. Tailândia

54. Trinidad e Tobago

55. Turquia

56. Emirados Árabes Unidos

57. Reino Unido

58. Uruguai

59. Venezuela

60. Vietnã

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