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Inteligência alerta ataques iranianos aos EUA após morte de Khamenei

Avaliação de inteligência dos EUA alerta que Irã e proxies podem retaliar com ataques direcionados, incluindo ciberataques, elevando o risco a redes e bases americanas

A billboard of Iran's late Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei on a street, after he was killed in Israeli and U.S. strikes on Saturday, in Tehran, Iran, March 2, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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  • A avaliação de inteligência do Departamento de Segurança Interna dos EUA aponta que o Irã e seus aliados provavelmente representam ameaça de ataques direcionados aos EUA, com ataques ciberes em curto prazo; ataques físicos em grande escala são improváveis.
  • O relatório indica que o Irã pode intensificar ações retaliatórias se a morte do líder supremo Ali Khamenei for confirmada, ocorrida após ataques de Israel e dos EUA no fim de semana.
  • O Irã provavelmente continuará ataques contra alvos dos EUA e de seus aliados no Oriente Médio e deverá culpar autoridades americanas por protestos.
  • A ofensiva aérea entre EUA/Israel e o Irã se ampliou, com Israel atacando o Líbano e o Irã mantendo ataques de mísseis e drones contra estados do Golfo que hospedam bases americanas.
  • Em Austin, autoridades dizem que é cedo para determinar motivação do tiroteio em bar; o atirador foi morto pela polícia e visto em foto com camiseta que traz a bandeira iraniana.

Ao menos uma avaliação de inteligência dos EUA aponta que Irã e seus representantes podem retaliar após a morte do líder iraniano Ali Khamenei. A análise foi feita pelo Office of Intelligence and Analysis do Departamento de Segurança Interna (DHS) e temos referências a ações contra os EUA, ainda que não haja expectativa de um ataque físico em larga escala.

Segundo o relatório divulgado pela Reuters, a curto prazo a principal preocupação é com hacktivistas pró-Irã, que poderiam realizar ataques cibernéticos de baixo nível contra redes americanas, como deface de sites e ataques de negação de serviço. O documento destaca que a ameaça persistente é de ataques direcionados.

A avaliação indica que, se a veracidade das informações sobre a morte de Khamenei for confirmada, Iran e aliados podem intensificar retaliações ou chamados à ação contra alvos nos EUA. Ainda assim, o DHS afirma que um ataque físico de grande porte é improvável.

O DHS também aponta que o Irã provavelmente continuará ataques contra alvos no Oriente Médio e que pode culpar autoridades dos EUA por protestos que surgirem após declarações de líderes ocidentais sobre regime no Irã. A conclusão é de natureza estratégica, não opinativa.

Em desdobramentos geopolíticos, a ofensiva aérea entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada no sábado, se ampliou na segunda-feira com novos ataques israelenses contra o Líbano. O Irã manteve ataques de mísseis e drones contra Estados do Golfo que abrigam bases norte-americanas.

Em Austin, Texas, autoridades investigam um tiroteio ocorrido no domingo em um bar, que deixou ao menos duas vítimas. Na noite de segunda-feira, ainda era cedo para confirmar motivação ligada à guerra no Irã. A polícia informou que o suspeito morto pela polícia vestia roupas com símbolos iranianos.

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