- A Guarda Revolucionária Iraniana avisou que o trânsito pelo estreito de Ormuz “já não é seguro” após ataques dos EUA e de Israel; mesmo assim, o canal permanece aberto, mas muitos petroleiros evitam a passagem, gerando congestionamento.
- A missão naval europeia Aspides afirmou que nenhum navio pode passar pela via estratégica, enquanto a Agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido informou que várias embarcações receberam mensagens sobre possível bloqueio.
- O estreito é central para o abastecimento global de petróleo, com mais de vinte milhões de barris diários que passam pelo local, o equivalente a cerca de vinte por cento do consumo mundial.
- Um fechamento prolongado poderia elevar o preço da gasolina, do diesel e do gás, além de provocar nova pressão inflacionária em mercados já tensos.
- Irã produz aproximadamente 3,3 milhões de barris por dia, contribuindo com receita para o país sob sanções; opções de rotores alternativos de até 2,6 milhões de barris diários existem, mas não supririam toda a demanda.
O estreito de Ormuz volta a intensificar a insegurança no abastecimento global de energia. A guarda revolucionária do Irã disse que a passagem pelo estreito “já não é segura” após ações conjuntas dos EUA e de Israel contra o Irã. Mesmo com a via aberta, muitos navios evitam o tráfego, gerando lentidão na área, segundo a Bloomberg.
A missão naval da União Europeia (Aspides) informou que nenhum barco pode atravessar a rota estratégica sob controle iraniano. A Agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido afirmou que várias embarcações no Golfo receberam mensagens sobre possível bloqueio.
Tensão e impacto no preço
O fechamento do estreito seria uma das maiores ameaças para a economia global, já que passam pelo local mais de 20 milhões de barris diários, equivalente a 20% do petróleo consumido mundialmente. O cenário gera pressão imediata sobre preços, com previsões de alta caso a produção iraniana seja afetada.
Iraniano mantém produção diária próxima a 3,3 milhões de barris, principalmente destinado à China, e sofre com sanções econômicas impostas por Washington e Bruxelas. A região do Golfo, incluindo a OPEP, teme interrupções nas exportações que sustentam várias economias.
Reações regionais e estratégicas
Especialistas destacam que o estreito é eixo central das tensões entre monarquias do Golfo e o Irã, com impactos que vão além do aspecto econômico. Países produtores avaliam caminhos alternativos, como oleodutos, para reduzir dependência do trânsito por Ormuz, embora a capacidade desses caminhos ainda seja insuficiente para suprir toda a demanda.
As mudanças no cenário afetam políticas regionais e o equilíbrio de poder, especialmente diante de pressões associadas à guerra na região. O clima de hostilidade influencia decisões de aliados e adversários na Organização de Países Exportadores de Petróleo e em alianças estratégicas do Golfo.
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