- Washington e Teerã devem realizar nova rodada de negociações em Genebra nesta semana, sinalizando que a equipe de Trump vê propostas sérias para reduzir o estoque de urânio enriquecido e mostrar que não busca arma nuclear.
- O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que ainda há boa chance de solução diplomática, com negociadores possivelmente se reunindo na quinta-feira para buscar um acordo rápido.
- Protestos estudantis em Teerã e Mashhad continuam, com relatos de confrontos entre estudantes e a milícia Basij; as universidades reabriram no sábado.
- O número de mortes durante os protestos é contestado: o governo afirma pouco mais de três mil, enquanto organizações de direitos humanos indicam pelo menos seis mil.
- O governo iraniano não permite uma comissão de investigação da ONU; a presença de representantes iranianos na ONU pode levar a abstenções de outros delegados na sessão do conselho de direitos humanos.
Auşa notícia aponta que Irã e EUA devem se encontrar novamente em Genebra nesta semana para uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear. O objetivo é diluir o estoque de urânio altamente enriquecido e demonstrar que o país não busca uma arma nuclear, segundo fontes diversas. O time de Donald Trump vê propostas sérias do Irã.
Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que ainda há espaço para solução diplomática rápida, ainda que tenha alertado sobre defesas caso haja ataque dos EUA. Os contatos em Genebra devem ocorrer na quinta-feira, com negociações entre representantes norte-americanos e iranianos.
Paralelamente, o Irã enfrenta pressão interna. Universidades de Teerã e Mashhad retomaram as atividades, com protestos contra o governo. Equipes de segurança reagiram a confrontos, e vídeos apontam confrontos com a milícia Basij. O debate se intensifica após as mortes durante protestos de dezembro e janeiro.
Contexto nas negociações
O Irã defende manter o direito de enriquecer urânio para fins pacíficos sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em contrapartida, diluir o urânio, permitir acesso total da AIEA a instalações e obter alívio de sanções seriam condições-chave.
O governo norte-americano avalia a evolução das negociações e observa a reação de lideranças iranianas. Comentários de assessores indicam que Washington quer entender quem participa ativamente das decisões no Irã durante as conversas.
Pressões políticas e consequências
Entre lideranças iranianas, há percepção de que o superior líder Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estariam aos poucos sendo marginalizados no processo. A conclusão baseia-se na atuação de Araghchi e de Ali Larijani, que liderariam a estratégia diplomática.
Dentre o ambiente político interno, a repressão às mobilizações e a prisão de integrantes da Reforma Front acentuam a tensão. Diversos líderes foram libertados sob fiança, enquanto ainda enfrentam acusações por críticas às forças de segurança.
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