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Irã e EUA retomam diálogos em Omã após trocas de ameaças militares

Irã e Estados Unidos retomam negociações em Omã, com foco no programa nuclear, enquanto questões de segurança regional podem surgir como entrave

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Fotos: ALEX WONG / various sources / AFP
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  • Irã e Estados Unidos vão retomar diálogo em Omã nesta sexta-feira, 6, buscando reabrir negociações após ataques norte-americanos a centrais nucleares iranianas em junho.
  • O encontro será mediado em Omã por Steve Witkoff, enviado dos EUA para o Oriente Médio, e Abbas Araghchi, chefe da diplomacia iraniana.
  • O Irã quer manter o foco no programa nuclear; os EUA devem apresentar questões de segurança regional e já deixaram claro que manterão pressão militar se não houver avanços diplomáticos.
  • O Pentágono enviou o porta-aviões USS Abraham Lincoln e parte de sua flotilha para o Oriente Médio em 15 de janeiro.
  • O Irã avisa que pode atacar bases americanas em caso de ofensiva; Washington discute também mísseis balísticos e apoio a grupos hostis a Israel, conforme fontes citadas.

Nesta sexta-feira, representantes do Irã e dos Estados Unidos vão se encontrar em Omã para retomar o diálogo. O encontro busca abrir caminho para negociações diplomáticas após meses de tensão e trocas de ameaças militares na região.

As negociações serão conduzidas pelo encarregado de negócios americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e pelo chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, que atuará como mediador. Teerã sinaliza que pretende manter o foco no programa nuclear, enquanto Washington deve abordar questões de segurança regional.

As conversas, confirmadas na quarta-feira, marcam as primeiras tratativas desde ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas em junho, em meio a tensões acentuadas pela guerra de 12 dias iniciada após ofensiva israelense.

Foco e condições

O Irã afirma que a pauta principal é o núcleo do programa nuclear e a suspensão de sanções econômicas que atingem o país. Teerã rejeita discutir questões de balística ou apoio a grupos considerados hostis a Israel.

Washington, por sua vez, sinaliza que manterá pressão militar caso não haja avanços diplomáticos. O governo americano já enviou frota naval e o porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Golfo, em sinal de disponibilidade para uso da força.

O Irã recebeu mensagens relatorias de que poderia responder com ações contra bases americanas na região, caso haja ofensiva. Autoridades iranianas enfatizam prontidão para defesa, com reforço de logística e capacidades internas.

Diversos observadores destacam que o desfecho depende de avanços na relação nuclear. Analistas ressaltam que o diálogo ocorre em meio à repressão interna ao movimento de contestação no Irã e à pressão internacional por soluções diplomáticas.

Contexto internacional

A reunião acontece em um momento de atenção internacional ao tema nuclear iraniano. Países ocidentais reiteram a necessidade de que o Irã não obtenha armas, enquanto Teerã sustenta que o programa tem fins pacíficos.

Entre os participantes, há expectativa de que Teerã mantenha tempo e condições para negociação. Comentários de autoridades americanas indicam que avanços dependem do tratamento de questões além do nuclear, como o alcance de mísseis e o apoio a grupos na região.

Fontes próximas ao processo indicam que os EUA podem excluir atores regionais das tratativas, a pedido do Irã, o que pode influenciar o ritmo das negociações e a percepção de flexibilização.

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