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Taiwan busca cooperação comercial com democracias, não com a China, diz presidente

Taiwan avança na cooperação econômica com democracias, incluindo EUA, Japão e Europa, buscando segurança de cadeias de suprimentos em AI e semicondutores

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Taiwan President Lai Ching-te inspects reservists during a training session at Loung Te Industrial Parks Service Center in Yilan
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  • O presidente Lai Ching-te afirmou que Taiwan deve buscar cooperação econômica com democracias, não com a China.
  • O governo planeja parcerias com os Estados Unidos em áreas como inteligência artificial e minerais críticos, com discussões ocorrendo na semana passada entre autoridades taiwanesas e norte-americanas.
  • Foram assinadas declarações sobre segurança econômica e sobre a Pax Silica Declaration, para proteger cadeias de suprimentos de IA e semicondutores.
  • Lai falou a jornalistas na residência presidencial durante a Dialogue for Economic Prosperity, destacando que Taiwan está no caminho econômico certo ao se aproximar de parceiros democráticos.
  • O vice-presidente do Kuomintang, Hsiao Hsu-tsen, esteve em Pequim para debate com um think tank sobre temas não políticos; Lai manteve a posição de diálogo com Beijing sem abrir mão de parcerias ocidentais.

Taiwan quer fortalecer cooperação econômica com democracias, não com a China, afirmou o presidente Lai Ching-te nesta terça-feira. Ele revelou que o governo está definindo como trabalhar com os EUA em áreas como inteligência artificial e minerais críticos.

Durante a conferência de imprensa na sede presidencial, Lai comentou sobre os diálogos econômicos entre Taiwan e os Estados Unidos, destacando acordos de cooperação em segurança econômica e na Declaração Pax Silica, iniciativa liderada pelos EUA para assegurar cadeias de suprimentos de IA e semicondutores.

A declaração foi feita em meio a um fórum de alto nível lançado na última década, que reuniu autoridades taiuaneses e americanas para estreitar laços em tecnologia, IA e drones. O governo dos EUA reconheceu Taipei como parceiro vital nesse campo.

Lai ressaltou que Taiwan está no caminho econômico certo e que tem capacidade para colaborar com parceiros democráticos para impulsionar a prosperidade. O presidente argumentou que a ilha deve buscar relações com EUA, Japão, Europa e outras nações aliadas.

Paralelamente, o vice-presidente do principal partido de oposição, o Kuomintang (KMT), Hsiao Hsu-tsen, esteve em Pequim para um intercâmbio com órgãos do Partido Comunista, com foco em temas não políticos como IA e turismo. O KMT ainda não se posicionou sobre as falas de Lai.

O presidente reiterou a disponibilidade de dialogar com Pequim com base na paridade, caso haja condição de representação igualitária. Em meio às conversas, a China classificou Lai como separatista e disse que apenas o povo taiwanês pode decidir o futuro da ilha.

A legislação e o andamento das negociações permanecem sob escrutínio, com analistas avaliando impactos de uma maior cooperação com democracias sobre as relações cross-strait e a posição de Taipei no cenário global. A administração continua a enfatizar sua estratégia de diversificação de parceiros.

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