- Brasil, México e Chile anunciaram a indicação conjunta de Michelle Bachelet para Secretária-Geral da ONU, nesta segunda-feira.
- O anúncio foi feito com o objetivo de que a América Latina e o Caribe tenham maior voz na organização.
- O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afirmou apoiar a candidatura com grande honra.
- Bachelet já foi presidenta do Chile, ministra da Defesa e da Saúde, diretora-executiva da ONU Mulheres e alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.
- A candidatura busca liderar a ONU em um momento de conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos.
O Chile, Brasil e México anunciaram nesta segunda-feira a indicação conjunta de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas. A candidatura é para suceder António Guterres e foi revelada durante pronunciamentos oficiais dos governos envolvidos. O objetivo é apresentar uma liderança feminina no topo da ONU, com apoio regional.
Gabriel Boric, presidente do Chile, informou que a candidatura foi inscrita na ONU de forma conjunta pelos países latino-americanos. Ele destacou que Brasil e México são os dois mais populosos da região e que a iniciativa visa ampliar a voz da América Latina e do Caribe na organização.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o apoio do Brasil a Bachelet, em tom de grande honra. Lula afirmou que, após oito décadas de história, é o momento de uma mulher chefiar a ONU, citando a trajetória da ex-presidente chilena.
A candidatura de Bachelet reforça o histórico da líder em defesa de direitos humanos, multilateralismo e governança global. Entre os cargos ocupados, ela foi presidente do Chile em dois mandatos, primeira diretora-executiva da ONU Mulheres e alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.
Biografia destacada
Bachelet também atuou como subsecretária-geral das Nações Unidas. Sua experiência é apresentada como credencial para enfrentar conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos no cenário mundial. O anúncio inclui apoio formal dos governos do Chile, Brasil e México.
Contexto institucional
A escolha ocorre em meio a um cenário internacional marcado por tensões globais e debates sobre liderança multilateral. A ONU já comprovou a necessidade de representantes com visão de inclusão, sustentabilidade e direitos humanos para enfrentar os desafios atuais.
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