- Greenland’s prime minister, Jens-Frederik Nielsen, pede que Donald Trump desista de fantasias sobre anexação, dizendo que as ameaças são inaceitáveis.
- Nielsen afirma que Greenland está aberto ao diálogo, desde que siga os canais apropriados e o direito internacional, mantendo o território sob domínio dinamarquês.
- A premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que não faz sentido os EUA precisarem tomar o Greenland e afirmou que os norte-americanos não têm direito de anexar parte do reino dinamarquês.
- Trump tem evitado comentar ações em Greenland recentemente, mas voltou a mencionar a necessidade de Greenland por razões de segurança nacional após a operação dos EUA na Venezuela; ele disse que vai revisitar o assunto em vinte dias.
- Países nórdicos vizinhos — Suécia, Noruega e Finlândia — reconhecem o apoio a a Dinamarca; a Suécia afirmou que apenas Dinamarca e Greenland decidem sobre questões pertinentes, apoiando o país vizinho.
Greenland pediu a Donald Trump que abandone as “fantasias de anexação” após o presidente dos EUA renovar a ameaça de tomar o território. O comunicado veio após Trump mencionar que os EUA precisam de Greenland com muita urgência, em meio a tensões na região ártica.
A primeira reação veio de Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, que classificou a retórica norte-americana como inaceitável e pediu diálogo dentro do marco do direito internacional. O governo groenlandês afirmou que o território está aberto ao diálogo.
O governo dinamarquês também reagiu, afirmando que não faz sentido os EUA precisarem tomar Greenland e que não há direito para anexar nenhum território do Reino de Dinamarca. A Groenlândia permanece sob controle de Copenhague.
Reação de Groenlândia e Dinamarca
Nielsen destacou que o país é uma região autônoma com políticas externas sob supervisão de Copenhagen, e pediu que a comunicação seja feita por vias apropriadas. Ele disse que a Groenlândia continuará firme em sua posição.
A reação dinamarquesa enfatizou o respeito à soberania do reino e à autonomia de Greenland, reforçando que ações unilaterais não são aceitáveis. As autoridades enfatizam a importância da cooperação regional.
Contexto regional e próximos passos
Observadores apontam que as tensões no Ártico aumentam com a competição de potências por recursos. Os盟 nordicOs vizinhos Suécia, Noruega e Finlândia expressaram apoio a Dinamarca, reforçando a posição de que questões entre Dinamarca e Groenlândia devem seguir canais formais.
Trump tem sido questionado sobre possíveis ações militares desde ano passado, mas não detalhou planos recentes. A nova fala ocorre em meio a uma ofensiva dos EUA em Venezuela para capturar Nicolás Maduro, que elevou o tom diplomático na região.
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