- Tarcísio de Freitas publicou vídeo em tom de campanha elogiando o ataque dos EUA à Venezuela, dizendo que a esquerda está vencendo e citando as eleições no Brasil.
- No material, ele descreve a Venezuela como ditadura e afirma que houve apoio explícito de quem chamou o ditador de companheiro, exibindo Lula ao lado de Maduro.
- Gleisi Hoffmann respondeu nas redes, lembrando que Tarcísio já demonstrou apoio a Donald Trump e usou um boné com o slogan dele, ao comemorar a posse do presidente dos EUA.
- A ministra classificou como cinismo a tentativa de responsabilizar Lula pela intervenção, destacando o boné de Trump usado por Tarcísio.
- No fim de semana, Gleisi já havia criticado a “euforia” bolsonarista com a ação e citou Ratinho Júnior como outro governador da extrema direita buscando espaço nacional.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou o ataque dos EUA à Venezuela e afirmou que a vitória da esquerda também depende de ações internacionais. Em vídeo divulgado em redes sociais no sábado, ele associou a queda de Nicolás Maduro a apoio de figuras políticas brasileiras, incluindo o presidente Lula, e fez uma leitura otimista sobre eleições no Brasil.
Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, rebateu no domingo pelas redes. Ela lembrou que Tarcísio usou boné com o slogan de campanha de Donald Trump e comemorou a posse dele, associando a intervenção a uma traição de outros atores. Gleisi classificou o posicionamento do governador como cinismo ao responsabilizar Lula pela intervenção internacional.
O episódio ganhou contornos de debate sobre posições políticas diante da Venezuela. Tarcísio afirmou que a Venezuela vivia uma ditadura e mencionou que a conquista da liberdade ocorreu com suporte externo, exibindo imagens de Lula ao lado de Maduro. Gleisi reduce o tom da disputa ao descréditar a leitura de responsabilidade de membros do governo federal.
Ainda no sábado, Gleisi havia criticado a euforia de bolsonaristas com o que chamou de intervenção externa. Ela citou Ratinho Júnior, governador do Paraná, como outro exemplo de liderança de direita buscando protagonismo nacional. As falas ocorreram após a divulgação de notícias sobre o ataque liderado pelos EUA contra a Venezuela.
A troca de mensagens refletiu um duelo público entre aliados de correntes políticas distintas sobre o papel internacional em questões venezuelanas. O episódio ampliou a pauta sobre apoio ou oposição a intervenções externas e sobre como a comunicação nas redes pode influenciar a percepção popular.
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