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Cinco pontos a observar no Sul da Ásia no próximo ano

Bangladesh e Nepal preparam eleições de alto peso em 2026, elevando o risco de instabilidade política se a credibilidade do pleito for contestada

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
An overhead shot shows a crowd of hundreds of people cheering and reaching their arms toward a red bus parked in the middle of the crowd. Rahman stands inside at the front of the bus, visible through the windshield as he lifts his arms and waves. Security personnel in helmets and vests cluster close around the car.
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  • Bangladesh e Nepal vão realizar eleições nacionais no início de 2026, com data definida para 12 de fevereiro (Bangladesh) e 5 de março (Nepal), em contextos de insatisfação com governos anteriores.
  • As eleições podem provocar mais protestos se parte da população considerar o pleito não confiável ou se o resultado não atender às expectativas, sobretudo entre jovens.
  • Pakistan enfrenta riscos de hostilidade com Índia e Afeganistão, com tensões regionalizadas e possibilidade de operações militares caso não haja controle de milícias.
  • O governo paquistanês tem sido pressionado pela incapacidade de conter ataques cross-border, enquanto tentativas de mediação por Qatar, Arábia Saudita e Turquia não conseguiram acalmar as tensões.
  • Maldives enfrenta estresse macroeconômico, com dívida pública elevada e proteção de reservas cambiais; o turismo e ajuda de parceiros já contribuíram, mas a vulnerabilidade persiste.

O ano de 2026 chegará com volatilidade acentuada na região, após um 2025 marcado por conflitos, crises econômicas e instabilidades políticas. O Sul da Ásia encara eleições, tensões entre vizinhos e mudanças na política externa. O Panorama envolve Bangladesh, Nepal, Paquistão, Maldivas, Índia e Estados Unidos, entre outros atores.

O foco principal são cinco eixos que moldarão o caminho da região no próximo ano. A análise aponta riscos de protestos, impasses políticos e impactos de decisões externas sobre as relações entre potências.

Cruciais eleições em Bangladesh e Nepal

Bangladesh realiza pleito nacional em fevereiro de 2026, sob um governo interino desde agosto de 2024. Nepal marca eleições para março de 2026, com eleição já anunciada pela administração interina. Em ambos os países, a legitimidade das votações é vista como decisiva para o retorno à estabilidade.

Caso haja descrédito significativo no processo eleitoral ou insatisfação com o governo vitorioso, há risco de novas manifestações. Jovens mobilizados no passado recente promovem a participação como rota para governança democrática.

Paquistão e vizinhos

Este ano, Paquistão esteve perto de conflito com a Índia e também enfrentou tensões com o Afeganistão. As autoridades paquistanesas veem risco de hostilidades com ambos os lados em 2026. Relações com a Índia permanecem tensas, elevando o potencial de incidentes.

A dificuldade de fazer cessar ataques de militantes, segundo o governo de Islamabad, aumenta a possibilidade de operações militares no Afeganistão, com retaliação militante articulada em solo paquistanês. Intermediários como Catar, Arábia Saudita e Turquia tentam facilitar o diálogo, sem sucesso evidente até o momento.

Economia das Maldivas

As Maldivas enfrentam pressão macroeconômica e risco de distress da dívida, com reservas cambiais apertadas e pesado serviço da dívida, em grande parte devido a empréstimos chineses. O Banco Mundial alerta para elevada relação dívida/PIB caso não haja recuperação financeira.

As economias de Sri Lanka e Paquistão serviram de alerta recentemente. O turismo tem sido um alicerce, apoiado por ajuda de parceiros estratégicos, mas choques externos — como variações no custo de commodities ou quedas no turismo — podem agravar a vulnerabilidade.

O futuro de Modi

Na Índia, Narendra Modi permanece como líder de 2014 até hoje, com forte popularidade e vitórias em eleições estaduais recentes. Em 2026, analistas observam sinais sobre a continuidade do mandato e possíveis mudanças na pauta do governo rumo a 2029.

A expectativa é de que o BJP fortaleça sua posição em novos pleitos regionais. Não há indicação de retirada de Modi, mas o cenário político indica atenção a possíveis movimentos que sinalizem mudanças significativas no governo.

A política externa dos EUA e a China

A condução da política chinesa pelo governo de Trump em 2026 tende a influenciar a balança regional. O equilíbrio entre concorrência e cooperação com Pequim pode afetar a relação EUA-Índia, tradicional elo para conter a China na região.

Policymakers dos EUA têm promovido estratégias para reduzir a dependência de Beijing, com acordos de infraestrutura e pacotes de defesa. Uma abordagem mais modera pode ampliar espaço para negociações, impactando acordos comerciais e alinhamentos regionais.

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