- Flávio Bolsonaro, em discurso de cerca de 15 minutos na CPAC em Dallas, comparou a trajetória de Jair Bolsonaro à de Donald Trump e enquadrou as eleições de outubro como uma batalha pela direita americana.
- Ele acusou o presidente Lula de fazer lobby a favor de facções criminosas brasileiras e de privilegiar interesses chineses, cubanos e iranianos sobre os dos EUA, apresentando a situação como importante para a política hemisférica.
- O congressista exibiu fotos de Jair Bolsonaro e citou que a acusação formal contra o pai seria similar à de insurreição contra Trump, sugerindo que a prisão de Bolsonaro seria análoga à de Trump caso não houvesse resistência no Brasil.
- Defendeu a classificação de organizações criminosas CV e PCC como terroristas pelos EUA, afirmando que Lula fez lobby para evitar isso; o governo Lula é visto como contrário à medida.
- Comentou relações com autoridades americanas, mencionou a ausência de Trump na CPAC, e encerrou prometendo retornar à CPAC no próximo ano como presidente do Brasil, indicando a intenção de fortalecer uma aliança conservadora no continente.
Em Dallas, Texas, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou na CPAC, a maior conferência conservadora do mundo, em inglês por cerca de 15 minutos. O senador posicionou as eleições brasileiras de outubro como uma batalha ideológica para a direita dos EUA.
Ele relacionou a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro, à de Donald Trump e acusou o presidente Lula de influenciar facções criminosas e de favorecer interesses estrangeiros em detrimento dos norte-americanos. A plateia reagiu com risos diante de apenas algumas afirmações.
Eduardo Bolsonaro, apresentado como ex-deputado em exílio, chamou o irmão ao palco e exibiu imagens da família para a audiência. Flávio mencionou repetidamente o pai, destacando momentos passados no governo e durante o mandado de Jair Bolsonaro.
No decorrer do discurso, o senador classificou Lula como adversário estratégico e associou o PT a interesses de governos como Maduro, destacando alianças regionais. Também enfatizou prioridades defendidas por parte da direita brasileira, como minerais críticos e combate ao narcotráfico.
Contexto e posições
Flávio citou a possibilidade de classificar CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA, tema que tem mobilizado Eduardo Bolsonaro. O governo Lula discorda da medida, afirmando que poderia abrir espaço para sanções financeiras ou ações militares.
O discurso incluiu críticas a supostos pedidos de intervenção dos EUA na política brasileira, e o senador questionou alianças entre autoridades brasileiras e o governo norte-americano. Havia expectativa de encontro entre Lula e Trump, sem data definida, segundo relatos de bastidores.
O representante brasileiro mencionou ainda o episódio envolvendo o visto de Darren Beattie, usado para justificar ações de Washington contra diplomatas estadunidenses, o que gerou controvérsia entre bolsonaristas. Beattie não chegou a viajar ao Brasil.
Na primeira metade do discurso, Flávio deixou claro o desejo de ampliar uma aliança conservadora no continente e sugeriu que o Brasil pode sair fortalecido caso haja apoio externo a uma agenda pró-liberdade e segurança regional.
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