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Lula dialoga com líderes latinos sobre EUA declararem facções terroristas

Lula dialoga com Petro e Sheinbaum contra a classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA, buscando cooperação regional

Presidentes Lula e Gustavo Petro se encontraram na Colômbia em 2024
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  • Lula conversou por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre a pressão dos EUA para classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.
  • A documentação para esses dois grupos foi finalizada no Departamento de Estado, seguindo o formato já utilizado em administrações anteriores.
  • Em fevereiro, seis facções de narcotráfico do México, além de uma venezuelana e outra salvadorenha, foram designadas como organizações terroristas estrangeiras (FTOs) ou terroristas globalmente designados (SDGTs).
  • O governo brasileiro teme sanções financeiras e uma cooperação internacional mais rígida, e defende um combate ao crime organizado por meio da integração de inteligências entre países, sem abrir mão da soberania.
  • A questão deverá entrar em pauta na Celac, em maio, mas ainda não há consenso no bloco, com sinais de apoio às ações dos EUA contrários à posição de Lula, Petro e Sheinbaum.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem conversado com líderes latino-americanos sobre a pressão dos Estados Unidos para classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Lula manteve contato com outros chefes de Estado da região para alinhar posicionamentos.

Nesta semana, Lula realizou telefonemas para Gustavo Petro, da Colômbia, e Claudia Sheinbaum, do México. Os dois aparecem entre os poucos governantes de esquerda no continente com postura crítica a Donald Trump, segundo fontes oficiais.

Os alvos mencionados pelos EUA são o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A documentação para a designação já foi concluída no Departamento de Estado e avaliadas por outras agências, seguindo formato usado em gestões anteriores.

Contexto internacional

Grupos mexicanos já foram enquadrados como FTOs e SDGTs em fevereiro, incluindo facções de narcotráfico, uma venezuelana e outra salvadorenha. A mudança abre espaço para sanções e cooperação internacional mais estreita.

Implicações para o Brasil

Lula defende que o combate ao crime organizado seja feito de forma conjunta, com integração de inteligências entre países, buscando intermediar fluxos sem afrontar a soberania. Diplomatas do Itamaraty ressaltam dúvidas sobre intenções dos EUA.

Perspectivas na América Latina

O tema deve constar da próxima reunião da Celac em maio, mas ainda não há consenso no bloco. Observadores apontam tendência de apoio às ações norte-americanas, o que contrasta com as posições de Lula, Petro e Sheinbaum.

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