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Rússia volta a mirar Brasil na América Latina após perder influência na Venezuela

Rússia redireciona foco para o Brasil como principal parceiro na América Latina, com promessas de cooperação em energia nuclear, megaciência e exploração espacial

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Reunião entre delegação da Rússia e governo do Brasil no Itamaraty em 5/2/2026 (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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  • Rússia sinaliza foco no Brasil para ampliar influência na América Latina, após perder espaço na Venezuela, com o primeiro-ministro Mishustin destacando o Brasil como principal parceiro econômico na região.
  • Delegação russa em Brasília incluiu o primeiro-ministro, oito ministros e cerca de cinquenta profissionais de mídia, com promessas de cooperação em espaço, energia nuclear, cibersegurança e uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.
  • Documento conjunto aponta aproximação maior entre Brasil e Rússia, com cooperação em energia nuclear, megaciência e instalações científicas de grande escala, ainda que haja cautela sobre usos dual (civil e militar).
  • Comércio e fertilizantes: em dois mil e vinte e quatro a Rússia respondeu por cerca de vinte e sete por cento das importações brasileiras de adubos; em dois mil e vinte e cinco a participação caiu para aproximadamente vinte e cinco por cento, com China ganhando espaço; também há interesse em carnes brasileiras para a Rússia.
  • Debate sobre BRICS e pagamentos alternativos ao dólar, com planos de instrumentos de pagamento contemporâneos; especialistas apontam riscos de governança, segurança jurídica e possibilidade de isolamento financeiro sem salvaguardas.

Os debates entre Brasil e Rússia revelam um alinhamento que pode ampliar a presença de Moscou na América Latina. O papo ocorreu na quinta-feira (5) e indicou que, sem espaço na Venezuela, a Rússia volta seus esforços para o Brasil. Autoridades destacam que a relação bilateral cresce em importância para ambos.

A reunião contou com a participação do primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin, de vice-presidente e de ministros de diversas áreas. O governo russo empenhou-se em ampliar cooperação econômica, tecnológica e diplomática com o Brasil, sob a justificativa de fortalecer laços regionais.

Energia nuclear e Megaciência

A declaração conjunta abriu espaço para cooperação em energia nuclear, ciência e infraestrutura de megaciência. Há interesse brasileiro em mini reatores, auxílio no motor do submarino Álvaro Alberto e em instalações científicas de grande escala. O tema levanta cautelas sobre usos dual-use.

Especialistas observam riscos de transferência de conhecimento sensível sem salvaguardas. A cooperação em áreas estratégicas pode expor o Brasil a vulnerabilidades de segurança e proteção de dados, segundo analistas ouvidos pela reportagem.

Exploração espacial e cibersegurança

A parceria também cita apoio à exploração espacial e à segurança cibernética, com avanços tecnológicos conjuntos. O Brasil ainda busca ampliar a base de Alcântara e fortalecer capacidades espaciais, enquanto a Rússia mantém tradição tecnológica no setor.

Críticos ressaltam que promessas de transferência tecnológica costumam ter barreiras práticas. Segundo especialistas, é improvável que haja doação ampla de tecnologia estratégica sem contrapesos contratuais rigorosos.

Comércio e fertilizantes

No eixo comercial, ganha força a pauta de fertilizantes russos para o Brasil e carnes brasileiras para a Rússia. Dados mostram participação russa relevante nas importações brasileiras de adubos e a dependência de insumos para o agronegócio.

Especialistas alertam que a dependência de insumos estratégicos pode gerar vulnerabilidades econômicas e diplomáticas a médio prazo, principalmente frente a mudanças geopolíticas.

BRICS e pagamentos alternativos

A conversa também aborda instrumentos de pagamento alternativos entre BRICS, com curiosidade sobre reduzir a dependência do dólar e do sistema SWIFT. A pauta é discutida como forma de diversificar as moedas de transação.

Analistas destacam que avanços dependem de adesão global e de salvaguardas jurídicas. A implementação prática de novos sistemas de pagamento permanece incerta, mesmo com apoio político.

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