- Brasil participou de reunião em Washington nesta quarta-feira (4) com o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, sobre planos para um bloco comercial de minerais críticos.
- O governo brasileiro avalia se vai integrar o grupo e pode discutir uma possível viagem do presidente Lula a Washington, caso haja interesse dos EUA.
- O Ministério de Minas e Energia disse estar aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais, alinhadas aos interesses nacionais e ao desenvolvimento do país.
- O Brasil possui a segunda maior reserva global de terras raras, mas tem poucos projetos em desenvolvimento.
- O pacote norte‑americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, envolve financiamento inicial de 10 bilhões de dólares e contou com participação de 55 países.
O Brasil participou nesta quarta-feira (4) de uma reunião em Washington, com a presença do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, que revelou planos de criar um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro avalia a possibilidade de integrar o grupo, segundo fontes do Planalto.
O Ministério de Minas e Energia disse estar aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais, desde que estejam alinhadas aos interesses nacionais e ao desenvolvimento econômico e social do país. A pasta destacou a atuação voltada à cooperação, atração de investimentos e inserção do Brasil em cadeias globais de valor.
O Planalto comunicou que o Brasil pretende dialogar com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia e China, para fortalecer a cooperação internacional e a atração de tecnologia e indústria no país.
Cenário internacional e iniciativas americanas
Na mesma semana, o governo dos EUA lançou o Projeto Vault, um pacote estratégico de minerais críticos com financiamento inicial de US$ 10 bilhões pelo Ex-Im Bank e US$ 2 bilhões em capital privado. O objetivo é ampliar a resiliência de suprimentos.
O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo.
Sobre o Brasil, o país possui a segunda maior reserva global de terras raras, atrás apenas da China, mas atualmente tem poucos projetos em desenvolvimento, sinalizando espaço para avançar nesse tema.
Próximos passos para o Brasil
As comissões internacionais têm procurado mineradoras brasileiras e marcado encontros com o Instituto Brasileiro de Mineração, que representa grandes players como Vale, BHP e Anglo American.
A pauta de Lula sobre minerais críticos é monitorada, com possibilidade de debate sobre uma eventual viagem a Washington caso haja interesse dos EUA, conforme apuração de fontes oficiais.
Itamaraty afirmou que a reunião ocorreu, mas que a decisão sobre eventual ingresso do Brasil no bloco não será tomada a curto prazo.
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