- O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança assumeu a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional na Câmara e oficializou requerimentos aos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa.
- Ele busca esclarecer como um navio de origem chinesa atracou no Porto do Rio de Janeiro em janeiro de 2026, mesmo com a designação de navio-hospital.
- Questiona os critérios de segurança, garantias contra coleta de dados e atividades incompatíveis com o interesse nacional em área considerada estratégica.
- Em seu discurso, afirmou que a presença de ativos estatais estrangeiros exige transparência e que a soberania não permite tratar visitas como rotina administrativa.
- Como novo presidente da comissão, criticou a política externa atual e defendeu fortalecer a soberania, combater crime transnacional e ter um controle mais efetivo da política migratória, com separação entre Forças Armadas e políticas sociais.
Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) assumiu nesta terça-feira a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara e formalizou requerimentos de informação aos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa. O objetivo é esclarecer as condições que permitiram o atracamento de um navio de origem chinesa no Porto do Rio de Janeiro em janeiro de 2026.
O parlamentar questiona os critérios de segurança adotados e se houve garantias formais contra a coleta de dados ou outras atividades consideradas incompatíveis com o interesse nacional em uma área estratégica. Em seu discurso, enfatizou que ativos estatais estrangeiros no Brasil exigem transparência, pois a soberania não pode tratar visitas como mera rotina.
Navio de Estado em área estratégica não é rotina administrativa, afirmou o deputado. Para ele, a iniciativa não seria hostilidade diplomática, mas responsabilidade institucional para fortalecer a governança e evitar precedentes que frisem o controle do Estado sobre as fronteiras.
Mudança de foco e diagnóstico
O novo presidente da CREDN traçou um diagnóstico crítico da política externa atual, dizendo que o Brasil perdeu relevância no cenário global ao abrir mão de seus interesses nacionais em favor de agendas ideológicas. Ele defende retorno ao protagonismo com soberania fortalecida e atuação internacional mais pragmática.
Luiz Philippe afirmou que pretende priorizar o enfrentamento ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico, temas essenciais para a segurança interna da América do Sul. Também defendeu um controle mais efetivo da política migratória e uma separação clara entre as funções das Forças Armadas e das políticas sociais, para que as Forças atuem na defesa constitucional.
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