- O governo espanhol anunciou a regularização de 500 mil migrantes e requerentes de asilo para impulsionar o crescimento econômico e a coesão social.
- A medida recebeu oposição de partidos de direita, que afirmam que vai estimular a ilegalidade e aumentar a pressão sobre serviços públicos.
- Os beneficiários receberão status de residente, mas não cidadania nem direito de voto; a regularização não é automática para todos.
- Grupos de apoio e migrantes, como a associação Valiente Bangla, elogiam a medida, dizendo que facilita acesso a empregos, moradia e saúde.
- A experiência de regularizações anteriores na Espanha aponta ganhos em receita fiscal e melhoria nas trajetórias de trabalhadores migrantes.
O governo espanhol anunciou nesta semana a regularização de cerca de 500 mil migrantes sem documentação e requerentes de asilo para ampliar o crescimento econômico e a coesão social. A medida rompe com parte da linha de governos europeus e enfrenta críticas da oposição.
Um jovem bengali em Madrid descreveu a decisão como um milagre. Ele está há 14 meses no país e vive de trabalhos informais, sem documentos, o que limita acesso a moradia, saúde e emprego formal.
Mohammed Elahi Alam Alam, presidente da Valiente Bangla, disse que a regularização reconhece a realidade no terreno e ajuda a enfrentar uma postura de rejeição de imigrantes. A entidade presta apoio a trabalhadores sem documentação.
O decreto não concede cidadania nem direito de voto. O objetivo é ampliar proteção trabalhista, segurança social e acesso a serviços. Medidas semelhantes já foram adotadas na Espanha entre 1986 e 2005.
Rosa, colombiana que trabalha como cuidadora, apontou que a regularização pode trazer contratos melhores e proteção. Ela depende de salários mais estáveis e de direitos trabalhistas que hoje não recebe.
Pesquisas sobre regularizações passadas indicam ganhos de receita pública por imigrantes regularizados e melhoria nas trajetórias profissionais, sem gerar grandes fluxos migratórios adicionais. Estudos citados por especialistas.
O PSOE argumenta que a migração é motor de desenvolvimento, em meio ao envelhecimento populacional. A medida é vista como resposta prática a necessidades econômicas e sociais, segundo o governo.
Críticos de direita, como PP e Vox, veem a ação como estímulo à ilegalidade e favorecimento de ocupação de serviços públicos. O debate envolve consequências políticas e sociais amplas para o país.
Grupos religiosos e movimentos pró-regularização destacam o impacto humano: reconhecimento de direitos, acesso a empregos formais, estudos e vida com dignidade para quem vive à margem.
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