Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ação exige US$ 344 milhões de fundos iranianos congelados pela Tether

Ação nos EUA exige que a Tether transfira USDT bloqueados de Irã, equivalentes a $344 milhões; pode redefinir controles de sanções em stablecoins

Attorney Charles Gerstein filed claim in Manhattan federal court Thursday seeking to force Tether to transfer 344,149,759 USDT, roughly $344M Frozen digital padlock in ice block representing blocked cryptocurrency assets and wallet freeze mechanisms
0:00
Carregando...
0:00
  • Ação judicial em tribunal federal de Manhattan busca obrigar a Tether a transferir 344,149,759 USDT, cerca de 344 milhões de dólares, bloqueados em duas carteiras Tron designadas pela OFAC como pertencentes ao IRGC.
  • Os demandantes pedem ao Distrito Sul de Nova York que desfaça os bloqueios e reatribua valor equivalente em USDT para uma carteira controlada pela defesa.
  • A ação amplia antiga disputa de Gerstein envolvendo fundos bloqueados ligados à Coreia do Norte (Arbitrum) e outras ações contra o Railgun DAO.
  • O argumento central é que, por já ter imobilizado os fundos, a Tether demonstrou capacidade técnica e disposição prática de agir unilateralmente, o que, segundo os autores, permite que esses recursos sejam executados contra credores judiciais.
  • A teoria jurídica sustenta que o controle administrativo de um ativo equivale à posse, criando responsabilidade da Tether perante credores de condenações judiciais sob o arcabouço legal correspondente.

Foi apresentada em uma corte federal de Manhattan uma ação que busca obrigar a Tether a transferir USDT congelados. A queixa exige a movimentação de 344.149.759 USDT, aproximadamente 344 milhões de dólares, bloqueados em duas carteiras Tron listadas pela OFAC como pertencentes ao IRGC, braço militar do Irã. O pedido foi protocolado na Southern District of New York.

Os autores procuram que a corte determine o desbloqueio das carteiras bloqueadas e a reemissão de igual montante em USDT para uma carteira sob o controle de seus advogados. A ação expande a litigância iniciada por Charles Gerstein em casos anteriores envolvendo fundos congelados associados à Coreia do Norte e ao Railgun DAO.

Caso os tribunais aceitem o embasamento da teoria de responsabilidade, as ferramentas de congelamento da Tether, usadas para cumprimento de sanções, podem tornar-se alvos de litígios em qualquer jurisdição onde credores obtiveram decisões não pagas relacionadas a terrorismo.

Como a teoria de responsabilidade funciona

O mecanismo envolve controles administrativos do emissor. Diferentemente de criptomoedas puras, o USDT permite que a Tether congele carteiras, liste endereços, zeros balances e reemita tokens para novos destinos. Os autores argumentam que, ao já ter imobilizado os fundos em resposta a sanções, a empresa demonstrou capacidade técnica e disposição prática para agir de forma unilateral sobre esses saldos.

A sequência de eventos é a seguinte: a OFAC designou as duas carteiras Tron como propriedade ligada ao IRGC. A Tether congelou os 344.149.759 USDT ali mantidos. Os requerentes, detentores de bilhões em dívidas judiciais não pagas ligadas a terrorismo patrocinado pelo Irã, sustentam que o USDT bloqueado é propriedade de um Estado patrocinador do terrorismo, impondo-se a execução sob a lei federal.

A demanda não busca confiscar reservas próprias da Tether. Trata-se de uma ordem para que a empresa utilize controles que já empregou, direcionando o bloqueio a um destinatário diferente. Essa distinção é relevante do ponto de vista analítico, pois a Tether já congelou mais de 4,2 bilhões de USDT em milhares de carteiras ligadas a atividades criminosas e colaborou com a DOJ em ações contra fraudes na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais