- A Enel deve anunciar, na próxima semana, maior foco na Europa e nos Estados Unidos em atualização de estratégia.
- A concessionária italiana ampliou presença global nas últimas décadas, principalmente na América Latina, e agora pretende canalizar mais capital para mercados com regulação mais estável.
- Regiões europeias e certos estados dos EUA são vistos como ambientes políticos e regulatórios previsíveis, benéficos para retornos de longo prazo.
- A mudança não representa retirada abrupta da América Latina; o portfólio da Enel deve permanecer com atuação na região.
- Investimentos em redes de energia e ajustes regulatórios podem sustentar margens, mas mudanças como retirada de custos do carbono podem impactar preços; a apresentação ocorre no dia dos mercados de capitais da empresa.
A Enel deve anunciar, na próxima semana, um foco maior de investimentos na Europa e nos Estados Unidos, buscando retornos estáveis em mercados com ambiente regulatório mais previsível. A mudança está prevista para ocorrer durante apresentação aos mercados.
Após décadas de expansão global, a estatal italiana consolidou atuação significativa na América Latina. A nova estratégia não representa saída abrupta de nenhuma região, segundo fontes próximas ao plano.
As fontes dizem que o redesenho visa canalizar recursos para redes reguladas na Europa e alguns estados dos EUA, onde a visibilidade de preços e a recuperação de custos são mais claras, favorecendo lucros a longo prazo.
O movimento ocorre em um momento em que concessionárias europeias priorizam mercados com retornos previsíveis, alavancando atualizações de infraestrutura e transições energéticas. A Enel acompanha esse viés.
Ainda sem divulgação oficial, a Enel não comentou o plano estratégico antes da apresentação de segunda-feira. A comunicação acontece no contexto de ajustes regulatórios e pressões de custo de carbono na região.
A América Latina permanece no portfólio da empresa, segundo as fontes, reforçando que a mudança é de foco, não de abandono. Complexidades locais seguem sendo avaliadas pela gestão.
Em outubro, governo italiano divulgou proposta de retirar custos de carbono das contas de energia, o que poderia reduzir margens da Enel. A decisão ainda depende da aprovação da União Europeia.
Outras grandes utilities também ajustam estratégias; a Iberdrola, por exemplo, anunciou investimento de 58 bilhões de euros, priorizando redes em regulações consideradas mais favoráveis.
Entre na conversa da comunidade