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Enel redireciona investimentos para EUA e Europa, segundo fontes

Enel redireciona investimentos para Europa e EUA para obter retornos estáveis em ambiente regulatório mais previsível

A Enel enfrentou dificuldades em outros mercados, como no Brasil e no Chile, mas continuará atuando na América Latina.
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  • A Enel deve anunciar, na próxima semana, maior foco na Europa e nos Estados Unidos em atualização de estratégia.
  • A concessionária italiana ampliou presença global nas últimas décadas, principalmente na América Latina, e agora pretende canalizar mais capital para mercados com regulação mais estável.
  • Regiões europeias e certos estados dos EUA são vistos como ambientes políticos e regulatórios previsíveis, benéficos para retornos de longo prazo.
  • A mudança não representa retirada abrupta da América Latina; o portfólio da Enel deve permanecer com atuação na região.
  • Investimentos em redes de energia e ajustes regulatórios podem sustentar margens, mas mudanças como retirada de custos do carbono podem impactar preços; a apresentação ocorre no dia dos mercados de capitais da empresa.

A Enel deve anunciar, na próxima semana, um foco maior de investimentos na Europa e nos Estados Unidos, buscando retornos estáveis em mercados com ambiente regulatório mais previsível. A mudança está prevista para ocorrer durante apresentação aos mercados.

Após décadas de expansão global, a estatal italiana consolidou atuação significativa na América Latina. A nova estratégia não representa saída abrupta de nenhuma região, segundo fontes próximas ao plano.

As fontes dizem que o redesenho visa canalizar recursos para redes reguladas na Europa e alguns estados dos EUA, onde a visibilidade de preços e a recuperação de custos são mais claras, favorecendo lucros a longo prazo.

O movimento ocorre em um momento em que concessionárias europeias priorizam mercados com retornos previsíveis, alavancando atualizações de infraestrutura e transições energéticas. A Enel acompanha esse viés.

Ainda sem divulgação oficial, a Enel não comentou o plano estratégico antes da apresentação de segunda-feira. A comunicação acontece no contexto de ajustes regulatórios e pressões de custo de carbono na região.

A América Latina permanece no portfólio da empresa, segundo as fontes, reforçando que a mudança é de foco, não de abandono. Complexidades locais seguem sendo avaliadas pela gestão.

Em outubro, governo italiano divulgou proposta de retirar custos de carbono das contas de energia, o que poderia reduzir margens da Enel. A decisão ainda depende da aprovação da União Europeia.

Outras grandes utilities também ajustam estratégias; a Iberdrola, por exemplo, anunciou investimento de 58 bilhões de euros, priorizando redes em regulações consideradas mais favoráveis.

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