- Jamie Dimon, CEO do JP Morgan Chase, confrontou o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, em Davos, chamando-o de “mentiroso” ao alegar que bancos atrapalham partes de um projeto de lei de estrutura de mercado de criptomoedas.
- O conflito gira em torno de disposições sobre stablecoins, principalmente se emissores podem oferecer yield ou recompensas.
- Representantes do setor bancário são contra tais medidas, argumentando que podem confundir bancos com empresas financeiras não bancárias.
- Armstrong afirmou que proibir recompensas de stablecoins desequilibraria a disputa a favor dos bancos tradicionais e reduziria a competição; ele diz estar se isolando entre líderes do setor.
- O andamento do projeto é desigual: a Câmara aprovou o texto em julho, mas o Senado ainda não, com comitês adiando pautas; o Comitê de Agricultura do Senado avançou com sua versão, abrindo caminho para negociações.
O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, confrontou o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, durante a reunião do World Economic Forum em Davos na semana passada. Dimon interrompeu a discussão e acusou Armstrong de “mentir” sobre o papel dos bancos na oposição a partes de um projeto de estrutura de mercado de criptomoedas dos EUA, segundo reportagens.
A polêmica envolve principalmente dispositivos sobre stablecoins, em especial se os emissores podem oferecer rendimento ou recompensas. Representantes da indústria bancária rejeitam tais medidas, alegando que podem confundir as funções entre bancos e instituições financeiras não bancárias. Executivos de criptomoedas fortalecem a posição de que proibir recompensas de stablecoins desequilibra a competição a favor de bancos tradicionais.
Confronto entre bancos e criptomoedas
Relatos indicam que Armstrong ficou cada vez mais isolado entre líderes do setor financeiro. Executivos de bancos, como Brian Moynihan, da Bank of America, teriam dito a Armstrong que, se a Coinbase quiser atuar como um banco, deve tornar-se um banco. Charlie Scharf, da Wells Fargo, teria se recusado a manter conversas com o CEO da Coinbase.
Andamento do projeto de lei nos EUA
O embate ocorre enquanto o projeto de lei enfrenta resistência política e setorial. A Câmara dos Deputados aprovou o texto em julho, mas o Senado não avançou. Senadores democratas levantaram preocupações sobre regras de ética e o impacto mais amplo no sistema financeiro. Grupos de lobby alertaram sobre dinâmicas competitivas que poderiam mudar com determinadas disposições.
Repercussões e posição da Coinbase
A Coinbase tem tentado atenuar a tensão. Faryar Shirzad, chefe de políticas, disse ao Journal que a discordância sobre recompensas de stablecoins é exceção numa relação geralmente cooperativa com os bancos, citando parcerias existentes com instituições financeiras tradicionais. A empresa não trouxe novas informações adicionais após a declaração.
O andamento do texto no Senado permanece irregular. A Comissão de Bancos do Senado adiou, sem data prevista, uma etapa de análise após Armstrong indicar que a Coinbase não apoia o projeto em seu formato atual. Em contrapartida, a Comissão de Agricultura do Senado avançou com uma versão do texto, encaminhando negociações para fundir as propostas.
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