- Autoridades dos EUA concluíram a indenização de mais de $400 milhões em ativos ligados ao Helix, mixer de criptomovas usado em mercados ilícitos online.
- Helix lavou cerca de 354,468 bitcoin para mercados da darknet, segundo os promotores.
- O Departamento de Justiça informou que uma ordem judicial final concedeu ao governo o título legal sobre os ativos apreendidos, que incluem criptomoedas, imóveis e contas financeiras ligados às operações do Helix.
- A medida representa uma das maiores recuperações já feitas em relação a um serviço de mixing de criptomoedas.
- O operador, Larry Dean Harmon, se declarou culpado em 2021 por conspiracy to commit money laundering e foi condenado em novembro de 2024 a três anos de prisão, seguidos de regime de supervisão.
O Departamento de Justiça dos EUA finalizou a apreensão de mais de US$ 400 milhões em ativos ligados ao Helix, um mixer de criptomoedas utilizado em larga escala para lavar recursos de mercados online ilícitos. A ação ocorreu no âmbito de processo federal e envolve criptomoedas, imóveis e contas financeiras associadas ao serviço.
Segundo a acusação, Helix processou ao menos 354 mil bitcoins entre 2014 e 2017, equivalentes a cerca de US$ 300 milhões na época. O serviço visava ocultar a origem dos recursos e era promovido a usuários que buscavam anonimato, incluindo vendedores e compradores de mercados de darknet.
Helix era operado por Larry Dean Harmon, que se declarou culpado em agosto de 2021 por conspiracy to commit money laundering. Harmon foi condenado em novembro de 2024 a três anos de prisão, com regime de monitoramento após a pena.
Balanço e desdobramentos
O governo informou que os ativos apreendidos estão diretamente ligados às atividades de lavagem do mixer. A forfetura representa uma das maiores recuperações já efetuadas em casos envolvendo serviços de mistura de criptomoedas.
Contexto regulatório e cenário
A ação ocorre em meio a maior escrutínio regulatório sobre ferramentas de privacidade em criptomoedas. Autoridades têm intensificado debates sobre como tratar serviços que promovem anonimato, sob o marco de crimes financeiros.
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