- Pelo menos 30 mil pessoas buscaram abrigo no Líbano desde o aumento das hostilidades entre Israel e o Hezbollah nesta semana, segundo o ACNUR.
- Refugiados sírios que estavam no Líbano estão se deslocando de volta à Síria; o ACNUR informou que implementa um plano de contingência para possíveis influxos adicionais.
- O governo libanês abriu até o momento 21 abrigos coletivos, conforme o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.
- Ataques aéreos israelenses atingem o Líbano desde ontem, após o Hezbollah ter lançado foguetes contra Israel no domingo, em resposta a ações dos EUA e de Israel contra o Irã.
- Unicef informou que sete crianças morreram e 38 ficaram feridas desde segunda-feira em áreas residenciais do Líbano; o país abriga cerca de 1,5 milhão de sírios entre uma população total de aproximadamente 4 milhões.
Pelo menos 30 mil pessoas buscaram abrigo em abrigos e áreas coletivas no Líbano desde o início da escalada entre Israel e o Hezbollah nesta semana. A informação é confirmada pela agência da ONU para refugiados (Acnur). As hostilidades se intensificaram após ataques aéreos israelenses em território libanês.
Segundo o Acnur, muitas pessoas ficaram em abrigos ou dormiram em carros, com relatos de congestionamentos que dificultaram a fuga. O número tende a aumentar à medida que a situação se agrava e novos deslocamentos ocorrem.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU aponta que 21 abrigos oficiais foram abertos pelo governo libanês. Além disso, cresce o fluxo de refugiados sírios que voltam à Síria, ainda segundo o Acnur, que prepara planos de contingência para possíveis influxos adicionais.
Contexto humanitário
O Líbano abriga a maior população refugiada per capita do mundo, com cerca de 1,5 milhão de sírios em uma população total de aproximadamente 4 milhões. O Em 2011, a guerra na Síria provocou mais de 6 milhões de sírios a buscar refúgio, principalmente na Turquia, Líbano e Jordânia.
As crianças permanecem em situação de risco com o aumento dos ataques. O Unicef registra sete mortes e 38 feridos desde segunda-feira em áreas residenciais no Líbano, afetando escolas e infraestrutura. O porta-voz Ricardo Pires afirma que cada escalada expande o dano a comunidades inteiras.
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